O FARMACÊUTICO NA PROMOÇÃO DA SAÚDE: POSSIBILIDADES PARA A RESOLUBILIDADE DO SUS?

Annyelly Braga de Lima

Resumo


A universalização do sistema de saúde teve como marco histórico a 8º Conferência Nacional de Saúde, desde então a promoção da saúde vem sendo discutida. A promoção da saúde é uma estratégia de articulação transversal, que coloca em foco todos os fatores que colocam em risco à saúde da população, visando a implantação de mecanismos que minimizem as situações de vulnerabilidade (BRASIL, 2015). Desta forma, a promoção da saúde parte de uma concepção ampla do conceito de saúde e de seus determinantes. No entanto é necessário uma articulação gerencial e técnico cientifico com uma equipe multiprofissional que seja corresponsável no processo de saúde.
Após a aprovação em 1998 da Política Nacional de Medicamentos (PNM), a assistência farmacêutica passa a ser entendida como parte integrante de um conjunto de práticas voltadas para a promoção, prevenção e recuperação de saúde, contemplando atividades que extrapolam o simples abastecimento de medicamentos. Desta forma, segundo Marin e colaboradores (2003) os municípios passam a assumir uma “série de responsabilidades que exigem mobilização de conhecimento e habilidades técnicas, gerenciais e políticas em relação à assistência farmacêutica.”
Para Oliveira, Assis e Barboni (2007) a reorientação da AF trazida na PNM, direcionada principalmente para a descentralização da gestão e melhor cobertura das necessidades locais de saúde, de acordo com critérios epidemiológicos, trouxe consigo a necessidade de ampliação das atividades da AF dentro do sistema de saúde público. Assim, além das atividades relacionadas com o abastecimento de medicamentos (programação, seleção, aquisição, controle de qualidade e distribuição), passou a incorporar atividades relacionadas ao acompanhamento e avaliação da utilização pelo usuário; à obtenção e a difusão de informações e à educação permanente de profissionais de saúde, de usuários e da comunidade para assegurar o uso racional de medicamentos e a promoção da saúde, desta forma, tornando o processo de saúde resolutivo. A resolubilidade pode ser entendida como a resposta adequada às demandas, de acordo com as necessidades individuais e coletivas, em todos os níveis da atenção, constituindo-se resultado da confluência das demais dimensões: acesso, acolhimento, vínculo e responsabilização (SANTOS, ASSIS, 2006).
Partindo dessa premissa, uma assistência farmacêutica resolutiva na atenção básica deve permitir que o usuário obtenha o medicamento apropriado para sua situação clínica, nas doses e período de duração do tratamento que satisfaçam suas necessidades individuais, acompanhado das informações adequadas para o uso resultando em uma qualidade de vida para o usuário. Logo, todas as etapas do ciclo da assistência farmacêutica são importantes para que esta contribua para a resolubilidade do serviço de saúde, se uma etapa apresenta alguma falha, as consequências serão em cascata para todas as outras etapas subsequentes e ao final o grande prejudicado será o usuário de medicamentos. Assim fazemos o seguinte questionamento: quais as concepções dos farmacêuticos da rede municipal de saúde de Feira de Santana-Ba sobre
promoção da saúde? E como os farmacêuticos contribuem para a resolubilidade do SUS a partir da promoção da saúde?
O trabalho tem como objetivo geral analisar a contribuição do farmacêutico na rede municipal de saúde de Feira de Santana-BA para a promoção da saúde e resolubilidade do SUS. Como objetivos específicos tem-se: identificar o perfil dos farmacêuticos; caracterizar os serviços farmacêuticos oferecidos aos usuários; identificar as concepções dos farmacêuticos sobre promoção da saúde.


Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.13102/semic.v0i21.2563

Apontamentos

  • Não há apontamentos.