Alimentação complementar até os 2 anos: concordâncias e divergências na literatura.

Letícia Silva Caires

Resumo


Os dois primeiros anos de vida de uma criança são marcados por crescimento e desenvolvimento acelerado, incluindo a incorporação de habilidades como mastigar, digerir e reconhecer os alimentos, assim como maturação das suas funções gastrointestinal, renal e neurológica (BRASIL, 2013). A alimentação complementar é definida como o processo de começar a oferecer alimentos sólidos e líquidos, que não o leite materno, para satisfazer as necessidades nutricionais e energéticas da criança (SHAMS, 2016). A alimentação nesse período promove repercussões ao longo de toda a vida do indivíduo (DIAS, 2010). O déficit de crescimento adquirido nesta fase é difícil de ser revertido após os dois anos (RAMOS, 2000). Sabe-se que o leite materno usado de modo exclusivo, pode nutrir a criança adequadamente durante os primeiros 6 meses de vida, sendo que a partir deste período ele deve ser complementado (ARIKPO, 2015; BRASIL, 2015; BRASIL 2009).
Apesar de ser um período essencial para o crescimento e desenvolvimento infantil, as recomendações e práticas para introdução da alimentação sólida são bastante divergentes em diversos países (AAP, 1998), assim como entre a Organização Mundial de Saúde (OMS), Ministério da Saúde (MS), Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e Academia Americana de Pediatria (AAP).
Enquanto a OMS e MS em suas recomendações da alimentação infantil visam a saúde pública, a AAP e a SBP possuem orientações mais individualizadas e focadas na prática pediátrica. Neste contexto, o atual estudo tem como objetivo principal identificar as diferenças e concordâncias relacionadas às recomendações de órgãos representativos de pediatria sobre a alimentação infantil até os dois anos de idade.


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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/semic.v0i21.2574

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