ESTUDO DAS LESÕES ORAIS EM PACIENTES PEDIÁTRICOS SUBMETIDOS À QUIMIOTERAPIA

Naiah Enéas da Silva Almeida

Resumo


O câncer é uma patologia caracterizada pela proliferação descontrolada de células anormais em qualquer local do organismo. As neoplasias mais frequentes que acometem crianças e adolescentes são as leucemias, tumores do sistema nervoso central e linfomas (INCA, 2016). No Brasil, bem como nos países desenvolvidos, representa a primeira causa de morte por doença nessa faixa etária. No entanto, a evolução dos protocolos para tratamento das neoplasias pediátricas tem determinado um aumento progressivo nos índices de cura (INCA 2016). No entanto, a terapia antineoplásica traz diversas complicações, sendo as lesões orais uma das principais. Dados da literatura mostram que cerca de 40% dos pacientes oncológicos apresentam repercussões bucais agudas, como mucosite, aftas, candidíase, herpes, gengivites e hemorragias gengivais, infecções (Martins et al, 2002).
A mucosite é uma alteração da mucosa bucal, sendo uma complicação não hematológica resultante da terapia antineoplásica (Sasada et al, 2013). É a manifestação oral mais comum, ocorrendo entre 40 a 100% dos pacientes em uso de quimioterápicos e em 100% daqueles submetidos à radioterapia na região de cabeça e pescoço (Cunha, 2010). Pode agravar, acometendo todo o trato gastrointestinal.
O presente trabalho tem como objetivos analisar as lesões orais em crianças submetidas à quimioterapia, bem como fatores etiológicos relacionados ao câncer e o perfil sociodemográfico da população do estudo.


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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/semic.v0i21.2588

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