DESCENTRALIZAÇÃO DA PRODUÇÃO DO CUIDADO PARA A RESOLUBILIDADE DAS DEMANDAS DAS PESSOAS COM TUBERCULOSE: o significado para o enfermeiro da estratégia de saúde da família.

Thalyne Souza Freitas Pinheiro

Resumo


O controle da tuberculose (TB) ainda é um dos maiores desafios às políticas de saúde pública no Brasil e no mundo. Caracterizada como emergência global, diante da sua complexidade epidemiológica, a TB constitui a agenda de políticas governamentais de diversos países. No Brasil, o Ministério da Saúde, para alcançar as metas de redução dos índices deste agravo, estabeleceu o Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT), em 2006. Articulado com a Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), o PNCT procura desde então, descentralizar as ações de diagnóstico e tratamento da TB para a atenção básica (COELHO et al., 2014).
No caso das pessoas com TB, a produção do cuidado compreende não somente o uso dos anti-tuberculostáticos em si, mas a observância dos outros aspectos não medicamentos e que influenciam sobremaneira para a cura da doença e a proteção contra novas reinfecções tais como alimentação, sono e repouso, alcoolismo, etc. Mesmo tendo um tratamento medicamentoso eficaz, a tuberculose ainda apresenta altos índices de incidência, prevalência e mortalidade que podem estar relacionados a fatores organizacionais do sistema de saúde e às próprias condições de vida precária das pessoas, evidenciando assim uma fragilidade na resolubilidade do agravo (ARCÊNIO et al., 2009).
Diante da complexidade epidemiológica, da relevância da tuberculose e dos obstáculos para a produção do cuidado das pessoas com TB dentro dos serviços de saúde, observa-se a importância de discutir a descentralização da produção do cuidado, com vistas à resolubilidade das demandas das pessoas com TB, ressaltando que em Feira de Santana o PCT é implementado em um centro de referência especializado, o que compromete a resolubilidade do acompanhamento do usuário em tratamento da TB. Como o PCT deve ser operacionalizado na Atenção Básica, estratégias no referido município estão sendo implementadas para viabilizar a descentralização das ações e, neste sentido, faz-se necessário conhecer o que os enfermeiros da ESF pensam sobre tal processo de descentralização, emergindo o seguinte questionamento: qual o significado da descentralização da produção do cuidado para a resolubilidade das demandas das pessoas com TB na ótica do enfermeiro da ESF? Objetivando, Compreender o significado da descentralização da produção do cuidado para a resolubilidade das demandas das pessoas com TB, na ótica do enfermeiro da Estratégia de Saúde da Família.


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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/semic.v0i21.2628

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