O ACOLHIMENTO SOB A ÓTICA DOS USUÁRIOS DE SUBSTÂNCIAS PSICOATIVAS QUE FREQUENTAM O CAPS AD DO MUNICÍPIO DE FEIRA DE SANTANA

Everthon Fraga Oliveira

Resumo


Com o advento da Reforma Psiquiátrica o indivíduo com transtorno mental passou a ser visto como detentor de direitos e segundo Tanaka e outros (2009) novas práticas em saúde mental surgiram, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Os CAPS são centrados nas necessidades dos usuários, possibilitando a integração familiar e social, a assistência psicossocial e a reabilitação do indivíduo (BRASIL, 2015). Pode ser estruturado em dimensões conforme a demanda e o perfil dos usuários, tais como, CAPS I e CAPS II; CAPSi; CAPS ad. Esse serviço propõe acolhimento, escuta e vínculo, além da proposta do projeto terapêutico singular (BRASIL, 2004). Para Jorge e outros (2011) o acolhimento possibilita o cuidado integral, sendo um alavanque na saúde, através do vínculo estabelecido entre os usuários do serviço, profissionais e gestores que visam à humanização dessa assistência.
O uso de substâncias psicoativas e a sua dependência trata-se de uma questão de saúde pública (ALVAREZ ET AL, 2012), uma vez que afeta as relações familiares e sociais. Nesta perspectiva, o acolhimento orienta as práticas em saúde e aproxima o indivíduo a rede de atenção psicossocial. Assim, é de grande relevância o estudo sobre o acolhimento desses usuários sob a ótica dos profissionais do CAPS ad, por conta também do preconceito e da associação com a periculosidade e criminalidade que pode comprometer o processo de acolhimento desses usuários, bem como, a assistência prestada pelos profissionais.


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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/semic.v0i21.2661

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