FATORES PREDISPONENTES PARA O INSUCESSO DA PUNÇÃO INTRAVENOSA PERIFÉRICA EM CRIANÇAS ONCOLÓGICAS

Hérica Barreto Martins

Resumo


O câncer infantil era considerado uma doença aguda com mau prognóstico. Atualmente, apresenta grande possibilidade de cura, com potencial aumento de sobrevida em aproximadamente 70% dos casos (MONTEIRO et al., 2014).A administração de quimioterápicos por via intravenosa em ciclos repetidos é um dos pilares do tratamento de pacientes com câncer (VILLARÍN ; ARAÚJO 2014). Atualmente, a quimioterapia é, dentre as modalidades de tratamento, a que possui maior incidência de cura de muitos tumores incluindo os mais avançados e a que mais aumenta a sobrevida dos portadores de câncer (ANDRADE; SILVA 2007). Manuseio e administração intravenosa de agentes citostáticos para o tratamento de pacientes com câncer é uma técnica que, dada a sua complexidade, requer uma equipe qualificada, conhecedora de seus efeitos adversos e potencial de riscos (VILLARÍN; BELDA, 2014).A quimioterapia por via endovenosa resulta em certas complicações como infiltrações, flebites e extravasamento. Diante disso, segundo Negri et al. (2012) garantir o sucesso da terapia intravenosa (TIV) significava garantir o êxito da inserção do dispositivo intravascular periférico.Assim, ao tentar estabelecer o estado da arte nacional e internacional referente aos fatores predisponentes para o insucesso da PIP em crianças com câncer, observou-se ausência de publicações sobre a temática. Diante disso, questionou-se: que fatores relacionados à criança, a TIV prévia e da PIP atual predispõem o insucesso da inserção de cateteres periféricos em crianças oncológicas? Este estudo tem relevância profissional, teórica, e social. No que se refere o ponto de vista profissional, os resultados poderão fornecer fundamentos científicos para a prática
clínica dos profissionais de saúde envolvidos no cuidado de crianças e adolescentes com câncer que estão em uso de quimioterápicos por via intravenosa. OBJETIVO: Verificar os fatores predisponentes para o insucesso da PIP realizada em crianças oncológicas hospitalizadas no Hospital Estadual da Criança em Feira de Santana na Bahia.


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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/semic.v0i21.2664

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