EXPERIÊNCIAS DE FAMILIARES DE RECÉM-NASCIDO PREMATURO DURANTE PRIMEIRA ENTRADA NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA NEONATAL

Larissa Freitas Cerqueira

Resumo


O parto pré-termo é definido como aquele que ocorre entre a 20ª e a 37ª semana de gestação ou entre 140 a 257 dias após o primeiro dia da última menstruação (RAMOS; CUMAN, 2009). Segundo a Organização Mundial de Saúde 15 milhões de crianças nascem prematuras, sendo a segunda causa de morte de crianças com menos de 5 anos de idade. Dados desse mesmo estudo mostram que o Brasil está entre os dez países com maiores taxas de partos prematuros (antes de 37 semanas de gestação) (WHO, 2012).
O nascimento de um recém-nascido prematuro (RNPT) demanda assistência de alta complexidade em unidiades de cuidados intensivos ou semi-intensivos neonatais, pois a sua imaturidade pode levar a diversas disfunções orgânicas, que podem impactar em seu desenvolvimento ao longo do tempo, exigindo uma rede de cuidados desde a atenção básica até a rede hospitalar (RAMOS; CUMAN, 2009).
Além das repercussões econômicas e sociais a internação do prematuro na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) é uma situação de crise para toda a família, sendo esse um ambiente estranho e assustador, pois o bebê real é diferente do imaginado e o sentimento de culpa atua como fatores inibidores do contato espontâneo entre pais e o bebê. Assim, a hospitalização do recém-nascido prematuro é um momento doloroso e estressante pela sua separação do núcleo familiar (GAIVA; SCOCHI, 2005; ARRUDA; MARCON, 2010).


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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/semic.v0i21.2666

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