NÃO OBTENÇÃO DO CATETERISMO INTRAVENOSO PERIFÉRICO NA PRIMEIRA TENTATIVA NUMA UNIDADE DE ONCOLOGIA PEDIÁTRICA

Isana Louzada Santos

Resumo



A internação hospitalar é uma das experiências mais difíceis na vida de uma criança. Gera ansiedade, pois implica no afastamento da família, impede o convívio social, provoca mudança de rotina e restrições para brincar no hospital. Há diversas situações que podem levar a criança a ser hospitalizada, dentre elas, destaca-se o diagnóstico de câncer.
Dentre as modalidades terapêuticas existentes para o tratamento do câncer a quimioterapia é a mais difundida. A via mais utilizada para sua administração é a intravenosa (ANDRADE; SILVA, 2007). Assim, a criança hospitalizada para o diagnóstico e tratamento de câncer é exposta a procedimentos invasivos, inevitáveis e potencialmente dolorosos, com destaque para o cateterismo intravenoso periférico (CIP).
O CIP consiste na inserção de um dispositivo no interior de uma veia com o objetivo de promover infusão de drogas, fluidos, dieta parenteral ou coleta de sangue. Esse procedimento é de responsabilidade da equipe de enfermagem, realizado predominantemente por profissionais de nível técnico, e cabe a eles utilizarem técnicas adequadas no preparo da criança e na inserção do cateter (GOMES et al., 2010).
Crianças em uso de quimioterápicos, medicações de natureza irritante ou vesicante tendem a desenvolver uma fragilidade no endotélio vascular, fato que pode dificultar o sucesso do CIP na primeira tentativa (HASS, 2004). Desta forma, a identificação de crianças com dificuldade de obtenção do acesso intravenoso periéfico AIP pode auxiliar os profissionais a utilizarem outros recursos para reduzir o número de tentativas de punção.
A tentativa de CIP é definida por Yen, Riegert e Gorelick (2008), como a primeira vez que a agulha toca a pele e quando a agulha é removida da pele. O sucesso do CIP é identificado quando há retorno do fluxo sanguíneo e quando uma solução salina pode ser introduzida sem comprometer a veia, assim, o acesso está pronto para receber fluido e / ou medicação.
Os fatores relacionados a não obtenção do CIP na primeira tentativa não estão bem estabelecidos na literatura nacional e internacional. Desta forma, este estudo teve como objetivo identificar os fatores predisponentes para a não obtenção do CIP em crianças que são tratadas na clínica oncológica de um hospital no interior da Bahia.


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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/semic.v0i21.2667

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