VALIDAÇÃO DO MANUAL SOBRE COMPLICAÇÕES DA TERAPIA INTRAVENOSA PARA FAMILIARES DE CRIANÇAS HOSPITALIZADAS

Chesney Mota Oliveira

Resumo


A terapia intravenosa (TIV) é um dos procedimentos mais comuns no ambiente hospitalar. Segundo Negri (2010), mais de 70% dos pacientes internados em hospitais são submetidos à punção intravenosa periférica (PIP), podendo permanecer com cateteres instalados na maior parte do tempo em que ficam internados.
A PIP é considerada um procedimento invasivo, pois, por meio da TIV, faz com que haja o contato do meio externo, através da agulha, com a corrente sanguínea, isso torna os pacientes vulneráveis a eventos adversos infecciosos e não infecciosos, como infiltração, extravasamento, saída acidental do dispositivo, obstrução, entre outros.
Para que ocorra a realização da TIV é necessário que o profissional obtenha conhecimento teórico e prático acerca dos eventos adversos, a fim de evitá-los. Assim como, mostra-se necessário também a explicação das possíveis complicações para os familiares, os mantendo em estado de alerta para o risco do desenvolvimento das complicações provocado pela TIV, pois é a família que acompanha a criança, e compartilha as mudanças de comportamento dela, diante de situações que causem dor, como a PIP.
Neste contexto, foi elaborada uma cartilha contendo informações sobre as complicações da TIV para familiares de crianças hospitalizadas. Entretanto, esta cartilha para ser utilizada na prática demanda a sua validação de conteúdo, aparência e aplicabilidade prática pelos próprios familiares.
Assim, a instrução de familiares das crianças hospitalizadas sobre as complicações dos efeitos adversos poderá diminuir a insegurança relacionada à TIV, a ansiedade e o estresse gerados pelas tentativas de TIV, e principalmente, a identificação prévia das complicações da terapia intravenosa. Isto posto, questiona-se: a tecnologia didática e instrucional sobre complicações da TIV para uso dos familiares de crianças hospitalizadas possui validade de conteúdo, aparência e aplicabilidade prática na perspectiva dos próprios familiares?


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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/semic.v0i20.3120

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