LAZER E SOCIABILIDADE DOS ALUNOS COM DOENÇA FALCIFORME

Gabriela Silva Santos

Resumo


Apesar da Doença Falciforme (DF), aqui compreendida como anemia e o traço falciforme, atingir muitos brasileiros, afetando principalmente o estado da Bahia que, segundo o Ministério da Saúde possui 1:650 nascidos vivos acometidos pela doença por ano, os falcêmicos ainda são altamente invisibilizados e a doença pouco conhecida. A DF pode ser definida como uma modificação genética que, ao invés do indivíduo produzir a hemoglobina A, produz a hemoglobina S. Para que a anemia falciforme aconteça é necessário que a pessoa receba dois genes S (um do pai e outro da mãe). Caso ocorra o recebimento de um gene S e outro gene A, o indivíduo desenvolve apenas o traço falciforme. Compreendendo as circunstâncias da DF, é importante que o profissional de Educação Física (EF) atuante na escola se preocupe com a inclusão de todos os alunos em suas aulas. Para isso, é necessário que haja um conhecimento prévio do que é a DF e sobre até que ponto a atividade física é saudável para os falcêmicos. A não participação efetiva dessas crianças nas aulas de EF escolar pode vir a acarretar discriminação. Por outro lado, a participação de forma indevida e com alta intensidade invariavelmente poderá agravar os sintomas. Desse modo, trazemos para essa discussão a perspectiva do lazer, aqui compreendida como elemento necessário na vida de todos e especialmente para as crianças falcêmicas. A presente pesquisa se preocupa em responder algumas questões: Como se dá a participação desses alunos nas aulas de EF? Como essas crianças se percebem e interagem nos espaços de lazer de Feira de Santana- BA?

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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/semic.v0i21.3483

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