ENTRE A DEPENDÊNCIA E A AUTONOMIA
EXPERIÊNCIAS DE ALUNOS COM DEFICIÊNCIA NOS JOGOS NACIONAIS PARADESPORTIVOS
DOI:
https://doi.org/10.13102/incorporao.v4i01.12937Palavras-chave:
Educação Física Adaptada, Autonomia, Inclusão, Deficiência, Jogos ParadesportivosResumo
Este relato de experiência analisa a participação da delegação de atletismo da Associação Pestalozzi de Sapeaçu – BA nos Jogos Paradesportivos Nacionais do Movimento Pestalozziano, realizado em Aracaju – SE, destacando como o esporte pode mediar autonomia, independência e inclusão. O evento mostrou-se mais que competição, tornando-se espaço de formação humana, social e cultural. Durante cinco dias de convivência, os alunos passaram de um início marcado por receios e inseguranças para atitudes seguras e espontâneas. A vivência em ambiente diferente do doméstico, sem familiares, foi decisiva para o exercício da autogestão, fortalecendo a confiança em si, nos colegas e na equipe técnica. A experiência evidenciou que a autonomia para pessoas com deficiência não é estado fixo, mas construção contínua, mediada por vivências concretas e suporte pedagógico. Do ponto de vista acadêmico, o estudo reforça a necessidade de ampliar pesquisas sobre práticas inclusivas na Educação Física. Do ponto de vista pedagógico, evidencia que ensinar é criar condições para que os alunos se tornem protagonistas de suas trajetórias, equilibrando apoio e liberdade. Conclui-se que o movimento humano não se limita ao gesto técnico, mas constitui prática social e cultural capaz de promover emancipação e cidadania.
