Imagens inaugurais e cenas urbanas: recorrências identitárias em Meu querido canibal

Autores

  • Elvya Ribeiro Pereira

DOI:

https://doi.org/10.13102/lm.v4i1.1998

Resumo

A capa do livro Meu querido canibal (Antônio Torres, 2000), assinada pelo artista gráfico Noguchi, traz uma sugestiva leitura do romance, tanto na sua epresentação plástica, como no título – “A imagem da falsa guarda”. O capista apresenta uma imagem conceitual que diz da natureza da narrativa no que ela joga com deslizamentos retóricos e ideológicos em torno da colonização. A capa revela uma instável sagração da natureza, elevando o índio a uma posição de herói em guarda, à espera de um inimigo ainda fora da paisagem. As estruturas narrativas do romance são configuradas num jogo de espelhamentos discursivos
que acionam dados históricos documentais, como também, molduras subjetivas, imaginárias ou ficcionais.
Esse jogo de perspectivas parece manipulado por um narrador em trânsito, que recolhe “alfarrábios” e dissemina paráfrases e paródias e que está implicado na sua própria teia de referências e representações, ou seja, é ele próprio um documento vivo que, ao mergulhar nos vestígios do passado, submerge também nas franjas de um tempo que se enreda em caóticas cenas urbanas.

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Referências

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Publicado

2017-10-08

Como Citar

Pereira, E. R. (2017). Imagens inaugurais e cenas urbanas: recorrências identitárias em Meu querido canibal. evista Légua eia, 4(1), 16–32. https://doi.org/10.13102/lm.v4i1.1998

Edição

Seção

Dossiê