GLAUBER ROCHA, intérprete farol da imaginação
DOI:
https://doi.org/10.13102/lm.v7i1.2159Palavras-chave:
Pensamento, Glauber Rocha, cultura, Tropicália, Cinema novoResumo
O objetivo deste roteiro é comentar passagens de filmes e posicionamentos estéticos do cineasta-pensador Glauber Rocha. Tais fragmentos são lidos como fachos de uma “obra farol” fundamentais à hermenêutica da nacionalidade e modernidade brasileiras. Do conceito de “estrutura de sentimento” proposto por Raymond Williams, vem a hipótese de que a geração do cineasta, a
“Fração da Avant-Garde Baiana”, nas esquinas das décadas de 1950 e 1960, inventou dois dos mais importantes movimentos da cultura brasileira, a Tropicália e o Cinema Novo, relendo os clássicos de interpretação da nação em diálogo com as informações das vanguardas artísticas europeias. Analisam-se as conversas entre a obra glauberiana e Os Sertões, de Euclides da Cunha, e a importância que o livro de Euclides exerceu no Bildung intelectual de Glauber Rocha.
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