CÉLINE NOCTURNE: L´ÂME OUVERTE AUX PROFONDEURS

Autores

  • Claudio Cledson Novaes UEFS
  • Ales Vrbata

DOI:

https://doi.org/10.13102/lm.v10i1.3593

Palavras-chave:

polaridade, inconsciente, símbolo, imagem, Céline, crítica pós-iunguiana

Resumo

Este artigo trata da visão celiniana sobre a vida humana a partir da linguagem simbólica da noite na obra de Céline. O simbolismo noturno é concebido a partir da perspectiva aquitípica que ganha uma extensão pós-iunguiana (Yung, Neumann, Hilman, Giegerich) na leitura de Ostrovsky (1967) e de d´Aebersold (2008). Enquanto para  Ostrovsky a obra deliniana manifesta traços do existencialismo e para Aebesorld é uma obra cripto-religiosa na qual o conteúdo é um ``conteúdo sagrado latente, fragmentado ou degradado``, neste artigo aspiramos identificar uma visão do noturno que se inscreve nas teorias literárias iunguianas nas quais o aspecto principal é a percepção do autor como uma voz do inconsciente coletivo da sua época. Circunstãncia esta que desestabiliza as profundezas do incosnciente do homem moderno e que ameaça a sua existência diurna enquanto racionalidade organizada

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Biografia do Autor

Claudio Cledson Novaes, UEFS

Professor do Departamento de Letras e Artes. Mestre em Literatura e Doutor em Comunicação. Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Estudos Literários.

Ales Vrbata

Possui graduacao (1994) e mestrado (1998) em filosofia e historia pela Universidade Masaryk (Brno, República Tcheca) e doutorado em historia (2010) pela Universidade Carolina (Praga, Republica Tcheca). Tem experiência na área de filosofia e história, com ênfase na historia das idéias do século XIX e XX. Atua principalmente no tema pensamento contra-revolucionário e tradicionalista na Europa e na sua extensao nas Américas (mitologia de/legitimadora da anti/modernidade ocidental): Joseph de Maistre, Charles Maurras e os seus discípulos europeus e americanos. Na área de filosofia se dedica ao estudo da demitificacao da racionalidade ocidental a partir da teoria da ciencia (P.K. Feyerabend, D. Bohm), a delegitimizacao da modernidade ocidental a partir da filosofia social (E. Voegelin, C. Schmitt, H. Jonas, Donoso Cortes) e a partir da archetypal/imaginal psychology (J. Hillman, M. V. Adams, R. López-Pedraza, W. Giegerich). Atuou em CEFRES de Praga (2001-2002), recebeu menção especial do Premio Ibero-Americano (2004), ensinava nas escolas portuguesas (ESEC e ESEB, 2004-2008), estagiou no instituto português CEIS XX de Coimbra (2007-2008; orientado por Luis Reis Torgal), atuava como professor da filosofia na Universidade Hradec Kralové (2000-2010), ensinava no Instituto Camoes de Praga (2006-2010), foi membro do corpo editorial da revista Prometheus (2002-2007). Nos anos 2006-2010 passou pelo treinamento da psicoterapia/psicanalise junguiana em CSAP de Praga (developing group da IAAP; treinado por Pavel Zach, Rep. Tcheca; Deldon Ann McNeely, Portugal; Tereza Caribé, Brasil). Tem experiência como professor das línguas estrangeiras, tradutor, intérprete. Colabora com revistas académicas brasileiras e estrangeiras. No Brasil colabora com revista Légua e Meia, é membro do CELFCAAM (Centro de Estudos em Literaturas e Culturas franco-afro-americanas) e NEC-UEFS (Núcleo de Estudos Canadenses, UEFS). Membro associado da ESSWE (European Society for the Study of Western Esoterism) e da CEACS/AECEC (Central European Association for Canadian Studies/Association d´études canadiennes en Europe Centrale). Publica na área da história, filosofia, literatura comparada, estudos canadenses, estudos anglo-americanos, estudos luso-brasileiros, estudos culturais. No presente pós-doutorando CAPES/PNPD - UEFS/PROGEL. Colabora com varias universidades europeias (membro das sociedades científicas, conselhos editoriais, revisor das revistas etc.).

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Publicado

2019-08-11

Como Citar

Novaes, C. C., & Vrbata, A. (2019). CÉLINE NOCTURNE: L´ÂME OUVERTE AUX PROFONDEURS. Revista Légua E Meia, 10(1), 159–179. https://doi.org/10.13102/lm.v10i1.3593

Edição

Seção

Artigos