Ironia em moto perpétuo: Eça de Queirós e as cenas portuguesas

Autores

  • Alana de Oliveira Freitas El Fahl Universidade Estadual de Feira de Santana
  • Juliana Rodrigues Salles UEFS

DOI:

https://doi.org/10.13102/lm.v10i1.3650

Palavras-chave:

Eça de Queirós, O Primo Basílio, O crime do Padre Amaro, Ironia.

Resumo

Eça de Queirós é um dos escritores que mais conseguiram realizar o retrato fiel da sociedade em que estava inserido: o Portugal da segunda metade do século XIX. Boa parte de sua obra representou a decadência de sua pátria e os vícios sociais mais predominantes. Nesse artigo é analisado o recurso da ironia, habilmente utilizado pelo escritor para tratar com sarcasmo, sátira e pessimismo os trágicos temas em dois dos seus principais romances: O crime do padre Amaro e O primo Basílio, reiterando que suas questões vão muito além de histórias de amor com trágicos desenlaces, são obras que abarcam questões mais abrangentes e complexas do que o romance, mas que a escrita de Eça de Queirós revela apenas aos olhares mais atentos.

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Biografia do Autor

Alana de Oliveira Freitas El Fahl, Universidade Estadual de Feira de Santana

Professora Titular de Literatura Portuguesa e Brasileira no Departamento de Letras e Artes  da Universidade Estadual de Feira de Santana.

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Publicado

2019-08-11

Como Citar

El Fahl, A. de O. F., & Salles, J. R. (2019). Ironia em moto perpétuo: Eça de Queirós e as cenas portuguesas. Revista Légua E Meia, 10(1), 180–196. https://doi.org/10.13102/lm.v10i1.3650

Edição

Seção

Artigos