Filopoética do educar: Reflexões a partir das filosofias africano-brasileiras
DOI:
https://doi.org/10.13102/lm.v12i2.7297Palavras-chave:
Filopoética, Filosofias africanas, Édouard Glissant, Racismo, Filosofia da Educação.Resumo
O artigo Filopoética do educar: reflexões a partir das filosofias africano-brasileiras busca problematizar a ausência ou a tentativa de combate de outras imaginações na produção da filosofia da educação brasileira. A partir dessa afirmação, se lança a seguinte questão: como a filosofia pode contribuir para o debate acerca da superação do racismo? O imaginário social brasileiro expressa-se, em sua maioria, de maneira institucional, a partir das perspectivas indo-europeias e mais recentemente estadunidenses. A filopoética, neste trabalho, tem o sentido de se reconectar com o desejo do mundo, de entrelaçar em extensão, não em profundidade, de ser com o outro, de criar caminhos. O percurso da filopoética dá-se em relacionar as filosofias africanas com a poética da relação, no intuito de disputar o imaginário, de traçar itinerários, rotas na reconexão no cenário da filosofia educação.
Downloads
Referências
APPIAH, Kwame Anthony. Na Casa de Meu Pai: a África na Filosofia da Cultura. 1ª ed. Trad. Vera Ribeiro; revisão de tradução: Fernando Rosa Ribeiro. Rio de Janeiro: Editora Contraponto, 1997.
BIDIMA, Jean-Godefroy. La Philosophie Négro-Africaine. Paris: Presses Universitaires de France, 1995.
CARNEIRO, Sueli. A construção do outro como não-ser como fundamento do ser. 2005. 339 f. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2005.
CÉSAIRE, Aimé. Discurso sobre o Colonialismo. Lisboa: Letras Contemporâneas Oficina Editorial LTDA, 2010.
FANON, Frantz. Pele Negra, Máscara Brancas. Salvador: EDUFBA, 2008.
______________. Os Condenados da Terra. Juiz de Fora: Editora UFJF, 2005.
FOUCAULT, Michel. Em Defesa da Sociedade. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2010.
GILROY, Paul. Entre campos: nações, cultura e o fascismo da raça. São Paulo: Annablume, 2007.
GLISSANT, Édouard. Poética da Relação. Portugal: Porto Editora, 2011.
________________. Philosophie de la Relation: poésie en étendue. Paris: Éditions
Gallimard, 2009.
¬¬¬¬¬¬¬¬
______________. Une nouvelle région du monde. Esthétque I. Paris: Éditions Gallimard, 2006.
______. Introdução a uma poética da diversidade. Juiz de Fora: Editora UFJF, 2005.
LASOWSKI. Aliocha Wadl. Édouard Glissant, penseur des archipels. POCKET, Un
département d’Univers poche, 2015.
MONGA, Célestin. Fragmentos de um crepúsculo. Rio de Janeiro: Contraponto; São Paulo:
Realejo, 2011.
______. Niilismo e negritude: as artes de viver na África. São Paulo: Martins Fontes, 2010.
MUNANGA, Kebenguele. Pan-Africanismo, Negritude e Teatro Experimental do Negro. São Paulo: Revista Ilha, v. 18, n˚ 1, p. 107-120. Junho, 2016.
RAMOSE, M. B. Sobre a Legitimidade e o Estudo da Filosofia Africana. Rio de Janeiro: Estudos Filosóficos- Revista de Filosofia, 2011.
MUDIMBE, V. Y. A Ideia de África. Portugal: Edições Pedago, 2013a.
______________. A Invenção da África.Gnose, Filosofia e a Ordem do Conhecimento.
Portugal: Edições Pedago, 2013b.
NIETZSCHE, Friedrich. Genealogia da moral: uma polêmica. São Paulo: Companhias das Letras, 2009.
NGOENHA, S. E. Os Tempos da Filosofia. Filosofia e Democracia Moçambicana. Maputo: Imprensa Universitária, 2004.
NORVAT, M. Le Chant du Divers. Introduction à la philopoétique d’Édouard Glissant. Paris: L’Harmattan, 2015.
OYĚWÙMÍ, Oyèrónkẹ́. A invenção das mulheres: Construindo um sentido africano para os discursos ocidentais de gênero. Tradução para uso didático por Wanderson Flor do Nascimento e revisão de Aline Matos da Rocha. Título original: The invention of women: Making an African Sense of Western Gender Discourses Minneapolis: University of Minnesota Press, 1997.
RANO, Jonas. Édouard glissant rives créoles et dérives opaques. Paris: Alfabarre, 2015.
SANTOS, Luís Carlos Ferreira dos. O poder de matar e a recusa em morrer: filopoética afrodiaspórica como arquipélago de libertação / Luís Carlos Ferreira dos Santos. - 2019. 236 f. : il. Tese (Doutorado Multi-institucional e Multidisciplinar em Difusão do Conhecimento) - Universidade Federal da Bahia. Faculdade de Educação, Salvador, 2019.
_________________. (2014) Justiça como Ancestralidade: em torno de uma filosofia da educação no Brasil. 2014. 192 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2014.
SODRÉ, Muniz. A Verdade Seduzida: por um conceito de cultura no Brasil. Rio de Janeiro: Livraria Francisco Alves Editora S.A., 1988.
VERGÈS, Françoise. Utopies Émancipatrices. In: Achille Mbembe et Felwine Sarr. Écrire l’Afrique-Monde. Les Ateliers de la pensée. Paris: Phillippe Rey. Dakar: Jimsaan, 2017.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2022 Revista Légua & Meia

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.





