A POÉTICA HILSTIANA COMO EXORTAÇÃO

Autores

  • Fernando Guimarães Saves Unesp/SJRP
  • Aguinaldo José Gonçalves Unesp/SJRP

DOI:

https://doi.org/10.13102/lm.v14i1.8183

Resumo

Compreender a poética de Hilda Hilst é adentrar o universo inquietante do eu lírico que, à semelhança do filósofo grego, questiona a si mesmo, ao mundo e à realidade. A temporalidade na poesia hilstiana é sempre marcado, motivo de reflexões e veículo através do qual o eu lírico trafega de um espaço a outro, de um tempo a outro, revisitando momentos memoráveis, ideias e formas de pensamento. A existência na obra de Hilst é também apresentada ao leitor como um objeto de reflexão. Existência própria, existências outras, personagens fictícios ou reais que deixaram seus registros históricos no tempo. Hilst, muitas vezes classificada como expressão da metapoesia no Brasil, entretanto, não se deixa prender a rótulos, utilizando sua poética no confronto mesmo das tentativas, quaisquer que sejam elas, de solapar as asas de seu imaginário poético. Recorre a estratégias variadas de expressão linguística, traduzindo o seu fazer poético em ato político contra a opressão do homem político.  Em Júbilo, memória, noviciado da paixão, a poeta traz o cenário mítico dos heróis e deuses da antiguidade, conjugando-o à cantiga lírica medieval galego-portuguesa do século XIII. Este trabalho é o resultado de uma tentativa de se abordar a poesia de Hilda Hilst a partir de uma perspectiva mítico-histórica, perspectiva esta que é proposta pela própria autora na forma pela qual desenvolveu sua poética na obra referida.

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Biografia do Autor

Fernando Guimarães Saves, Unesp/SJRP

Graduou-se em Licenciatura Português-Inglês pela FEF - Fundação Educacional de Fernandópolis (2017) e obteve o título de Mestre em Letras (2020-2022) junto ao Programa de Pós-Graduação em Estudos Literários do IBILCE/UNESP- Campus de São José do Rio Preto- SP, sob a orientação do Prof. Dr. Aguinaldo José Gonçalves. É doutorando em Letras pela mesma instituição. É Professor na rede de ensino particular - Colégio Incentivo COC (Fernandópolis), no Colégio Anglo XV de Abril (Jales) e na Fundação Educacional de Fernandópolis (nível superior). Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Língua Inglesa, Técnicas de Redação, Literatura Comparada e Literatura Brasileira.

Aguinaldo José Gonçalves, Unesp/SJRP

Professor Sênior da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP). Livre-docente em Teoria Literária pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP). Doutor em Letras (Teoria Literária e Literatura Comparada) pela Universidade de São Paulo (USP), mestre em Letras (Teoria Literária e Literatura Comparada) pela Universidade de São Paulo (USP), graduado em Letras-Português-Inglês e Latim pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de São José do Rio Preto. É poeta, escritor, crítico de arte e teórico na área da literatura e outros sistemas. Foi professor da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) entre 2003 e 2014. Integrou o quadro permanente do Programa de Pós-graduação em Letras da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO) de 2014 a 2018. Orienta pesquisas nos níveis mestrado e doutorado no Programa de Pós-graduação em Letras da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Publica em áreas diversas da Literatura, com ênfase na Intersemiótica, nas relações homológicas entre palavra e imagem.

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Publicado

2023-02-23

Como Citar

Guimarães Saves, F., & José Gonçalves, A. (2023). A POÉTICA HILSTIANA COMO EXORTAÇÃO . Revista Légua E Meia, 14(1), 75–92. https://doi.org/10.13102/lm.v14i1.8183