Simbologia do conto de tradição oral: A história do Surrão
DOI:
https://doi.org/10.13102/lm.v15i1.9995Resumo
Neste artigo, temos como objetivo reflexionar sobre conto de tradição, memória e oralidade e suas contribuições no processo da educação por meio do encantamento e da simbologia, fornecendo subsídios para a subjetividade humana. Neste texto intencionamos apresentar a simbologia do conto de tradição oral, “A menina do Surrão”, na versão de José Mauro Brant, recolhido e publicado, pela primeira vez, no ano de 2000. O estudo do referido conto atravessa o tempo e diferentes épocas, ficcionalizando um fato que infere impressões decorrente da vida real. Tais reflexões surgem a partir de um processo experiencial e formativo, vivenciado por nós, contadoras de histórias e professoras, vinculadas ao Programa de Extensão Observatório de Contação de Histórias em Espaços Etnoformativos, o qual integra os Grupos de Estudos e Pesquisas em Poéticas Orais-GEPPO e em Currículo e Formação do Ser em Aprendizagens- FORMARSER, da Universidade Estadual de Feira de Santana- UEFS, Bahia. O texto tem como base teórica os estudos de Matos (2005, 2009), Busatto (2003, 2006), Souza (2018), Benjamim (1994), Arapiraca (2008), entre outros, os quais compreendem que a arte de contar histórias, além de guardar a essência de um povo, também se constitui como uma potência de possibilidades, de atitudes frente à vida e ao mundo. De boca em boca, “Mariazinha, a menina dos brincos de ouro” foi percorrendo muitos lugares em um tempo incontável. Desse modo, o simbólico dá sentido ao que fazemos ou ao que gostaríamos de fazer. O conto “A menina do surrão” (2000), além de embebido por símbolos e saberes – expressos em uma linguagem curta e precisa –, toca-nos e nos afeta e, sobretudo, possibilita-nos entrar em contato com a sabedoria ancestral.
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