As vivências dos fisioterapeutas das equipes do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) em Belém do Pará) sobre as repercussões do vírus Chikungunya

Autores

  • Amanda Jordana Silva Souza Universidade do Estado do Pará
  • Rita Crista Cotta Alcântara Universidade do Estado do Pará
  • Christian Pacheco de Almeida Universidade do Estado do Pará http://orcid.org/0000-0003-0349-7609
  • Tereza Cristina dos Reis Ferreira Universidade do Estado do Pará

DOI:

https://doi.org/10.13102/rscdauefs.v10i1.5474

Palavras-chave:

Vírus Chikungunya, Fisioterapia, Atenção Primária a Saúde.

Resumo

No ano de 2014, foi mencionado na literatura o risco de disseminação do vírus Chikungunya e a necessidade do fortalecimento do combate ao Aedes aegypti no Brasil. Com isso, em 2017, o Ministério da Saúde lançou um programa com a finalidade de evitar a disseminação do Aedes aegypti. Entretanto, no mesmo ano, o país passou por uma epidemia de vírus Chikungunya. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, desenvolvida com os fisioterapeutas do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF), na cidade de Belém. Os dados foram coletados por meio de entrevista, processados no IRAMUTEQ e feita análise de similitude e nuvem de palavras. De acordo com a árvore de coocorrência sobre análise de similitude, foram percebidas indicações de conexidade entre os termos: “não”, “paciente”, “dor” e “Chikungunya”. A palavra “não” foi a de maior frequência no corpus. Dessa forma, teve o sentido de desconhecimento e/ou dispor de informações limitadas acerca da patologia Chikungunya. O estudo apontou que, na percepção dos profissionais, o trabalho depende de uma educação permanente realizada por meio de capacitações, que são fundamentais para atualização, manejo clínico e tratamento destes pacientes.

ABSTRACT

In 2014, the risk of spreading the Chikungunya virus and the need to strength the fight against Aedes aegypti in Brazil were mentioned in the literature. Thereby, in 2017, the Ministry of Health launched a program to prevent the spread of Aedes aegypti. However, in the same year, the country experienced an epidemic of Chikungunya virus. This is a qualitative study, developed with the physiotherapists from NASF in the city of Belém. Data were collected through interview, processed in IRAMUTEQ and had the similarity analysis and word cloud made. According to the similarity analysis co-occurrence tree, connections were identified between the words: “no”, “patient”, “pain” and “Chikungunya”. The word “no” was the most frequent in the corpus. Accordingly, “no” indicated lack of knowledge and/or limited information about Chikungunya disease. The study pointed out that, in the view of the professionals, the work depends on a permanent process of education through training, essential for updating, clinical management and treatment of patients.

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Biografia do Autor

Amanda Jordana Silva Souza, Universidade do Estado do Pará

Fisioterapeuta pela Universidade do Estado do Pará (UEPA). Pós-Graduada em Atenção Básica/Saúde da Família (CESUPA)

Rita Crista Cotta Alcântara, Universidade do Estado do Pará

Fisioterapeuta pela Universidade do Estado do Pará, Mestre em Saúde, Ambiente e Sociedade na Amazônia pela Universidade Federal do Pará.

Christian Pacheco de Almeida, Universidade do Estado do Pará

Graduando em Fisioterapia

Tereza Cristina dos Reis Ferreira, Universidade do Estado do Pará

Fisioterapeuta pela Universidade do Estado do Pará (UEPA). Doutora em Ciências da Reabilitação (UNINOVE). Mestre em Saúde, Sociedade e Endemias na Amazônia (UFAM).

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Publicado

2020-12-27

Como Citar

Souza, A. J. S., Alcântara, R. C. C., de Almeida, C. P., & Ferreira, T. C. dos R. (2020). As vivências dos fisioterapeutas das equipes do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) em Belém do Pará) sobre as repercussões do vírus Chikungunya. Revista De Saúde Coletiva Da UEFS, 10(1), 100–107. https://doi.org/10.13102/rscdauefs.v10i1.5474

Edição

Seção

Artigos
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