Vacinas: da criação revolucionária ao polêmico movimento de rejeição

Autores

  • Andressa Lima da Silva Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás - IFG
  • Liss Andria de Oliveira Machado Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás - IFG
  • Fábio Teixeira Kuhn Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás - IFG http://orcid.org/0000-0002-2631-5882

DOI:

https://doi.org/10.13102/rscdauefs.v11i2.5724

Palavras-chave:

Notícias falsas, movimento antivacinação, imunologia, mídias sociais.

Resumo

Os imunobiológicos vêm sendo alvo de notícias falsas nos últimos anos que, combinadas a fatores culturais e sociais, estão ocasionando a diminuição da taxa de vacinação no Brasil. Analisa-se, no presente estudo, a história das vacinas desde sua criação até o momento atual e, também, as consequências do movimento de recusa vacinal. O presente estudo foi baseado em pesquisas bibliográficas de artigos publicados entre os anos de 1998 e 2021. Foram encontrados vinte e três artigos onde são abordados os conceitos, breve histórico, bem como os caminhos e os desafios que foram enfrentados pelo país com os imunobiológicos, até os dias atuais. É incontestável a revolução que as vacinas causaram com a prevenção de infecções de inúmeras doenças e até a erradicação de muitas. Porém, os episódios de informações falsas, estiveram e estão presentes ao longo de todo o período e, atualmente, com o uso de mídias sociais pela internet, a difusão dessas inverdades é muito mais rápida e pode levar a danos irreparáveis.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Métricas

Carregando Métricas ...

Biografia do Autor

Andressa Lima da Silva, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás - IFG

Andressa Lima da Silva é bolsista de iniciação científica pelo CNPq no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás - IFG Câmpus Águas Lindas. Atua em pesquisas na área da saúde. É discente do curso técnico integrado ao Ensino Médio em Análises Clínicas.

Liss Andria de Oliveira Machado, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás - IFG

Liss Andria de Oliveira Machado é participante de iniciação científica no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás - IFG Câmpus Águas Lindas. Atua em pesquisas na área da saúde. É discente do curso técnico integrado ao Ensino Médio em Análises Clínicas.

Fábio Teixeira Kuhn, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás - IFG

Fábio Teixeira Kuhn é professor efetivo do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás - IFG Câmpus Águas Lindas (desde 2015). Graduado em Farmácia pela Universidade Federal de Santa Maria (2010), possui mestrado (2013) e doutorado (2015) em Farmacologia pela mesma instituição. Desenvolve pesquisas na área da farmacologia, epidemiologia e microbiologia. É orientador de projetos de pesquisa, bem como de estágios na área de análises clínicas. Possui artigos publicados em diversas revistas científicas. Ao cumprimentá-los(as), aproveito para parabenizá-los(as) pelo importante meio de divulgação científica que é a presente revista. 

Referências

Ponte CF. Vacinação, controle de qualidade e produção de vacinas no Brasil a partir de 1960. Hist. cienc. saude- Manguinhos 2003; 10(Suppl 2):619-653.

Homma A, Martins RM, Leal MLF, Freire MS, Couto AR. Atualização em vacinas, imunizações e inovação tecnológica. Ciênc. saúde coletiva 2011; 16(2):445-458.

Casa de Oswaldo Cruz. Vacina antivariólica. (acesso em 4 jun 2020). Disponível em: http://www.museudavida.fiocruz.br/index.php/museologico/objeto-em-foco/acervomuseologico-vacina-anti-variolica.

Pôrto Â, Ponte CF. Vacinas e campanhas: as imagens de uma história a ser contada. Hist. cienc. saude-Manguinhos

; 10(Suppl 2):725-742.

Vasconcellos-Silva Paulo Roberto, Castiel Luis David, Griep Rosane Härter. A sociedade de risco midiatizada, o movimento antivacinação e o risco do autismo. Ciênc. saúde coletiva 2015; 20(2):607-616.

Cruz Adriane. A queda da imunização no Brasil. Consensus 2017; quarto trimestre: 20-29.

Fernandes T. Vacina antivariólica: seu primeiro século no Brasil (da vacina jenneriana à animal). Hist. cienc. saude- Manguinhos 1999; 6(1):29-51.

Lopes MB, Polito R. “Para uma história das vacinas no Brasil”: um manuscrito inédito de Norberto e Macedo. História, Ciências e Saúde - Manguinhos 2007; 12(2):595-605.

Aps L, Piantola MA, Pereira S, Castro J, Santos F, Ferreira LC. Eventos adversos de vacinas e as consequências da não

vacinação: uma revisão crítica. Rev. saúde pública 2018; 52:40;S1518-8787.2018052000384

Brasil. Agência FIOCRUZ de notícia. A Revolta da Vacina. 2005. (acesso em 2 jun 2020). Disponível em: <https://portal.fiocruz.br/noticia/revolta-da-vacina-2>.

Martins RM, Maia MLS. Eventos adversos pós-vacinais e resposta social. Hist. cienc. saude-Manguinhos 2003; 10

(Suppl 2):807-825.

Sato AP. Qual a importância da hesitação vacinal na queda da cobertura vacinal no Brasil? Rev. saúde pública

; 52(96): S1518-8787.2018052001199.

Guillaume L, Bath PA. A content analysis of mass media sources in relation to the MMR vaccine scare. Health informatics journal 2008; 14(4):323-34.

Temporão JG. O Programa Nacional de Imunizações (PNI): origens e desenvolvimento. Hist. cienc. saude-Manguinhos 2003; 10(Suppl 2):601-617.

Brasil. Ministério da Saúde. Vacinação: sobre o programa. (acesso em 2 jun 2020. Disponível em:

//www.saude.gov.br/saude-de-a-z/vacinacao/sobreo-programa#:~ : text=Hist%C3%B3ria%20da%20vacina%C3%A7%C3%A3o%20no%20Brasil&text=Em%201973%20foi%20formulado%20o,pela%20reduzida%20%C3%A1rea%20de%20cobertura.>.

Viegas SMF, Sampaio FC, Oliveira PP, Lanza FM, Oliveira VC, Santos WJ. A vacinação e o saber do adolescente: educação em saúde e ações para a imunoprevenção. Ciênc. saúde coletiva 2019; 24(2):351-360.

Wakefield AJ, Murch SH, Anthony A, et al. Ileal-lymphoidnodular hyperplasia, non-specific colitis, and pervasive

developmental disorder in children [retracted in: Lancet. 2010; 375(9713):445]. Lancet 1998; 351(9103):637-641.

Rao TS, Andrade C. Andrade C. The MMR vaccine and autism: Sensation, refutation, retraction, and fraud. Indian J Psychiatry 2011; 53(2): 95-96. 19. Dobson R. Media misled the public over the MMR vaccine, study says. BMJ 2003; 326(7399):1107.

Murch SH, Anthony A, Casson DH, Malik M, Berelowitz M, Dhillon AP, Thomson MA, Valentine A, Davies SE,

Walker-Smith JA. Retraction of an interpretation. Lancet 2004; 363(9411):750. Erratum for: Lancet. 1998; 351(9103):637-41. PMID: 15016483.

Succi RCM. Recusa de vacina: o que precisamos saber. J. Pediatr. 2018; 94(6):574-581.

Luiz ACGR, Caixeta BS, Cruvinel MF, Anjos SPA, Braga SG, Almeida KC, Rabelo MRG, Amâncio NFG. Movimento Antivacina: a propagação de uma distopia que ameaça a saúde da população brasileira. Braz. J. Health Rev. 2021; 4(1):430-441.

Silva BS, Souza KC, Souza RG, Rodrigues SB, Oliveira VC, Guimarães EAA. Condições de estrutura e processo na implantação do Sistema de Informação de Imunização do Brasil. Rev Bras Enferm. 2020; 73(4):e20180939.

Downloads

Publicado

2021-09-27 — Atualizado em 2021-10-04

Como Citar

da Silva, A. L., Machado, L. A. de O., & Kuhn, F. T. (2021). Vacinas: da criação revolucionária ao polêmico movimento de rejeição. Revista De Saúde Coletiva Da UEFS, 11(2), e5724. https://doi.org/10.13102/rscdauefs.v11i2.5724

Edição

Seção

Ensaio
Share |