FLORA DA BAHIA: MANILKARA ADANS (SAPOTACEAE) – CONSIDERAÇÕES SOBRE A ANATOMIA FOLIAR

Autores

  • Ana Flávia Trabuco Duarte

DOI:

https://doi.org/10.13102/semic.v0i20.2969

Resumo

A família Sapotaceae ocupa um lugar de destaque na flora do Brasil, com 232 espécies, sendo que destas, 101 são endêmicas do país, distribuídas em 12 gêneros (Carneiro et al., 2016). Para a Bahia, atualmente está registrada a ocorrência de 77 espécies, e 11 gêneros (Carneiro et al., 2016). A família, é caracterizada por representantes arbóreos e arbustivos, podendo apresentar estípulas ou não, as folhas simples são geralmente alternas e agrupadas no topo dos ramos, as flores não são vistosas, podendo ser solitárias ou agrupadas, com sépalas em número de 4-12, geralmente livres ou unidas na base, e fruto do tipo baga (Pennington, 1990), sendo facilmente reconhecida pela combinação do látex, com o arranjo e venação das folhas (Gentry, 1993). Possui uma distribuição predominantemente pantropical e tem importância econômica devido a produtos como o látex, a madeira e os frutos carnosos, estes últimos fazendo parte da dieta de aves e primatas (Pennington, 1990). Segundo Metcalfe e Chalk (1950, 1979), a taxonomia da família é confusa devido a falta de dados claros, principalmente no que se refere a distinção intergenérica.
Manilkara Adans. é o quarto maior gênero da família, sendo representado por cerca de 30 espécies no Neotrópico (Pennington, 1990). É caracterizado pelo cálice em duas séries, presença de estaminódios e a forma do hilo (Pennington, 1990). Das 16 espécies que ocorrem no Brasil, nove são registradas para a Bahia (Almeida Jr., 2015).
Estudos anatômicos podem ser utilizados como uma ferramenta para a caracterização taxonômica de grupos, para tentar solucionar os problemas de delimitação das espécies do gênero, e a folha é o órgão mais utilizado para esta caraterização. Tendo em vista as dificuldades de delimitação interespecíficas do gênero Manilkara, este trabalho buscou contribuir para a caracterização do grupo através de estudos antômicos da folha.

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Publicado

2018-03-23

Edição

Seção

Ciências Biológicas