AÇÃO REPELENTE DE ÓLEO DE NEEM DURANTE O CULTIVO DE DUAS ESPÉCIES DE PHYSALIS
DOI:
https://doi.org/10.13102/semic.v0i20.3085Resumo
Physalis angulata e Physalis ixocarpa se destacam por produzirem frutos com características nutricionais importantes (Bock et al., 1995; Oliveira et al., 2011) e apresentarem potencial medicinal (Lopes et al., 2006; Khan et al., 2016) devido a presença de compostos bioativos. Essas substancias são geralmente obtidas a partir da matéria seca de plantas proveniente do cultivo em campo (Guimarães et al., 2009). Amostras de tecido vegetal destinadas para este fim não podem ser tratadas com inseticidas químicos convencionais. Em trabalhos de bioprospecção, existe a necessidade de que a fonte de material vegetal seja isenta de resíduos químicos, uma vez que existe o risco das análises com tais materiais sofrerem algum tipo de interferência negativa.
Quando cultivadas, as plantas de Physalis sofrem danos causados por diversos insetos durante o seu ciclo o que prejudicam o desenvolvimento das plantas e consequentemente o rendimento de matéria seca e extração dos compostos. As principais pragas que ocorrem em plantas do gênero pertencem à ordem Hemíptera e Lepidóptera (Rufato et al., 2008). O controle químico dessas pragas ainda é o método mais comumente utilizado e também, o que mais provoca efeitos adversos nas plantas e no ambiente, sobretudo quando não há uma devida assistência técnica (Quintella et al., 1991).
Uma das alternativas para o controle biológico de pragas é a utilização de plantas inseticidas. Azadirachta indica, popularmente conhecida como neem, é utilizada no controle de pragas, atuando sobre 95% dos insetos nocivos (Previero et al., 2010). Trata-se de um composto solúvel em água, biodegradável, não bioacumulável e têm persistência bastante curta no ambiente, não apresentando risco de contaminação de água do subsolo (Martinez, 2002). Exibe ainda boa eficácia contra importantes pragas na agricultura, podendo ser considerada uma ferramenta importante no manejo integrado de pragas, e uma alternativa segura ao ambiente quando comparada aos químicos sintéticos.
O objetivo deste testar a eficiência de produtos com ação inseticidas no controle preventivo de pragas durante o desenvolvimento de Physalis angulata e Physalis ixocarpa