CONSTRUÇÃO DE UMA TECNOLOGIA VISUAL PARA AO TRATAMENTO DE INFILTRAÇÕES E EXTRAVASAMENTOS RELACIONADOS AO USO DE MEDICAMENTOS E SOLUÇÕES EM CRIANÇAS HOSPITALIZADAS

Autores

  • Júlia de Paula Silva

DOI:

https://doi.org/10.13102/semic.v0i20.3124

Resumo

A terapia intravenosa (TIV) compreende um dos procedimentos mais utilizados como forma de tratamento em crianças portadoras de doenças crônicas e agudas (PETERLINI; CHAUD; PEDREIRA, 2003). Considerando a terapia intravenosa um processo invasivo e muito complexo, é necessário que existam muitos cuidados na sua instalação e manutenção (HARADA; RÊGO, 2005). Para que a TIV seja instituída é necessário a realização da punção intravenosa periférica (PIP), que corresponde à inserção de um dispositivo na no vaso sanguíneo (MODES et al., 2011). Entretanto, mesmo sendo uma via segura, a infusão de medicamentos ou soluções através da via intravenosa pode potencializar a ocorrência de eventos adversos.
Os eventos adversos (EA) são ocorrências indesejáveis, porém preveníveis, de natureza danosa ou prejudicial que comprometem a segurança do paciente que se encontra sob os cuidados dos profissionais de saúde (NASCIMENTO, 2008). Os EA são considerados infecciosos quando estão relacionadas à tromboflebite séptica, endocardite, bacteremia ou fungemia, e infecções metastáticas (osteomielites, artrites, etc) resultantes da disseminação hematogênica a partir do cateter colonizado, e os não infecciosos quando se relacionam com infiltração, extravasamento, saída acidental do dispositivo, obstrução, entre outros (PAULA, 2011).
A infiltração, a qual pode ser definida como o deslocamento da ponta do cateter da veia, provocando a saída de medicamento ou solução não vesicante ao redor do tecido (espaço extravascular). Solução ou medicamento não vesicante pode ser entendido como substâncias que não geram graves lesões ao tecido vascular (HARADA; RÊGO, 2005; HARADA; RÊGO, 2011). Por outro lado, o extravasamento é definido como a infiltração de fármacos vesicantes, com características semelhantes à infiltração, pois o mecanismo de ação é similar. Entretanto, no caso do extravasamento, o fármaco pode provocar graves lesões teciduais, com a formação de bolhas e necrose (PHILLIPS, 2001). Estes eventos adversos provocam lesões que vão de leve a grave, variando desde a formação de bolhas até ulcerações, prolongando assim o tempo de hospitalização da criança e causando danos severos. Assim, diante destas lesões, os trabalhadores da saúde precisam realizar cuidados especiais seguros que possam minimizar os danos decorrentes destes eventos adversos, a exemplo dos cuidados no local da infiltração ou do extravasamento.
Neste sentido, é necessária a utilização de tecnologias que possam auxiliar os trabalhadores da saúde atuantes no cuidado de crianças hospitalizadas que necessitam de terapias intravenosas e infusionais, que apresentam infiltrações e/ou extravasamentos, visando a prevenção o 

cuidado local na vigência deste eventos adversos e para a promoção da segurança deste pacientes. O algoritmo será um instrumento facilitador para melhor visualização do tratamento de infiltração e extravasamento e consequentemente avanços na prática clínica e melhora da situação da criança hospitalizada.
Entretanto, ao fazer o levantamento do estado da arte sobre infiltrações, extravasamentos e tratamento destes eventos adversos, na Biblioteca Virtual de Saúde, PubMED e Science Direct, no período de janeiro a maio de 2015, utilizando os descritores Enfermagem Pediátrica, Criança, Criança Hospitalizada, cateterismo periférico, infusões intravenosas, efeitos adversos e Extravasamento de Materiais Terapêuticos e Diagnósticos foram encontrados dois artigos que abordavam esta temática. Assim, observando a escassez de estudos referentes à temática, questionou-se: É construir uma tecnologia didática e instrucional para orientar os trabalhadores da saúde no tratamento de infiltrações e extravasamentos em crianças hospitalizadas? Esta tecnologia possui validade de aparência, conteúdo e aplicabilidade prática?

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Publicado

2018-03-23