ANÁLISE AMBIENTAL E SOCIODEMOGRÁFICA DO PÓLO DE JEREMOABO: A MOBILIDADE DO TRABALHO E A MIGRAÇÃO

Autores

  • Aryane Sinval Alves

DOI:

https://doi.org/10.13102/semic.v0i20.3141

Resumo

O processo de desertificação em climas áridos e semiáridos também provoca implicações no âmbito social, a migração torna-se uma alternativa para àqueles que convivem nessas áreas climáticas, e especificamente no semiárido brasileiro, observa-se como forma de resistirem à situação socioambiental e política.
A mobilidade do trabalho é de suma importância para explicar a dinâmica sociodemográfica, pois, os movimentos migratórios podem está relacionado às “desigualdades regionais advindas do espaço transformado, do arranjo espacial das atividades produtivas.” (SINGER, 1973 apud SOARES, 2004, p. 104). Sendo assim, é possível discutir a questão socioestrutural da organização do espaço resultantes das relações capitalistas.
Diante do exposto, o texto tem o objetivo de analisar a relação entre migração e mobilidade do trabalho através dos dados sociodemográficos dos municípios que integram o Pólo de Jeremoabo para explicar as consequências do processo de desertificação. Especificamente avalia-se a relação entre mobilidade do trabalho e migração a partir de dados sociodemográficos observando como está se relaciona com o a desertificação. Finalmente, traça-se o mapeamento das desigualdades socioespaciais a partir dos dados de mobilidade do trabalho, identificando os municípios mais vulneráveis aos efeitos da desertificação.

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Publicado

2018-03-23

Edição

Seção

Ciências Sociais, Humanas e Filosofia