A RELAÇÃO ENTRE METAPSICOLOGIA E CIÊNCIA NATURAL: UM DEBATE À LUZ DA FILOSOFIA DE HEIDEGGER

Autores

  • Jilvania de Jesus Barbosa Universidade Estadual de Feira de Santana

DOI:

https://doi.org/10.13102/semic.v0i20.3199

Resumo

O presente manuscrito objetiva apresentar, de forma breve, os resultados derivados de uma pesquisa que teve a tarefa de explicitar a veemente crítica de Heidegger dirigida à metapsicologia freudiana. Intitulada “A relação entre metapsicologia e ciência natural: um debate à luz da filosofia de Heidegger”, a referida pesquisa contou com o apoio da FAPESB. Examinamos a teoria metapsicológica a partir das considerações de Heidegger em sua obra Seminários de Zollikon. Na obra citada, Heidegger (2001) faz severas críticas ao naturalismo presente, especialmente, na metapsicologia de Freud. Na perspectiva heideggeriana, esta parte especulativa da psicanálise foi construída em um solo epistemológico marcado pela filosofia neokantiana e pelas ciências naturais. (HEIDEGGER, 2001, p. 222). Entretanto, na obra Análise Terminável e interminável (1996a), Freud qualifica a metapsicologia como uma espécie de feiticeira, como um recurso teórico que equivaleria a uma fantasia. Nos questionamos como uma teoria que postula conceitos como “inconsciente” e “pulsão” pode ser vinculada aos métodos das ciências naturais, que certamente trabalham com noções precisas e verificáveis Em nossa comunicação almejamos examinar os seguintes questionamentos levantados ao longo da pesquisa: como os procedimentos das ciências da natureza podem ser compatíveis com uma teoria especulativa, que postula conceitos nebulosos e se assume em semelhança a um fantasiar? Heidegger teria razão ao apontar uma herança científico-natural na metapsicologia se o próprio Freud diz que esta teoria é uma espécie de feitiçaria?

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Biografia do Autor

Jilvania de Jesus Barbosa, Universidade Estadual de Feira de Santana

Departamento de Ciências Humanas e Filosofia.

 

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Publicado

2018-03-23

Edição

Seção

Ciências Sociais, Humanas e Filosofia