IMPLEMENTAÇÃO DO RECONHECIMENTO DE VOZ NO BEM 2: UM OBJETO DE APRENDIZAGEM PARA APOIAR CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL E VIDENTES NO PROCESSO EDUCACIONAL DAS OPERAÇÕES BÁSICAS DE MATEMÁTICA

Autores

  • Rafael da Silva Macêdo

DOI:

https://doi.org/10.13102/semic.v0i20.3346

Resumo

Historicamente, a matemática é considerada um dos componentes curriculares no qual
docentes e discentes encontram dificuldades no processo ensino-aprendizagem. Grande
parte dos estudantes afirma que a aprendizagem de matemática é um processo muito
desagradável, relacionado a isto, professores relatam que a disciplina requer muito
esforço devido à sua complexidade (FERNANDES, 2006; FETZER e BRANDALISE,
2010). As dificuldades encontradas no processo de ensinar e aprender matemática se
ampliam quando envolvem pessoas com necessidades especiais, tais como pessoas com
deficiência visual, principalmente devido às técnicas e estratégias metodológicas e à
utilização, em sala de aula, de recursos impróprios para esse público.
Diante desse contexto, surge um objeto de aprendizagem (AO) denominado BEM
(Blinds, Education and Mathematics). O software é voltado para auxiliar o processo
educacional de matemática para crianças com deficiência visual e videntes a partir dos 7
anos. Desde a versão inicial do BEM, o software disponibiliza síntese de voz para
permitir a interação com pessoas com deficiência visual. Além disso, o usuário
manipula o jogo através do teclado do computador com a utilização de teclas de atalho
para executar as ações do jogo. A interação via teclado e voz (síntese) são alternativas
de interação com o software para pessoas com deficiência visual. Entretanto, o uso
excessivo de teclas de atalho pode dificultar a utilização do OA, devido à necessidade
de memorização (SILVA et al., 2013). Dessa maneira, é importante a preocupação com
a utilização de estratégias a fim da facilitação do uso do software, principalmente por
pessoas com deficiência visual.
A partir desse contexto, este trabalho objetivou dar continuidade ao projeto do BEM
(DANTAS, 2013; MACÊDO et al., 2015), com a construção de módulos responsáveis
pelo reconhecimento de voz/fala. Com isso, a utilização do jogo, principalmente por
pessoas com deficiência visual, foi facilitada com esta nova alternativa de interação,
além do uso do teclado (interação multimodal).

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Publicado

2018-04-12

Edição

Seção

Ciências Exatas e da Terra