MULHERES QUILOMBOLAS EM FEIRA DE SANTANA: NARRADORAS DE SABERES
DOI:
https://doi.org/10.13102/semic.vi25.9034Resumo
O que se aprende sobre a luta do feminismo negro quando ouvimos histórias narradas pelas mulheres quilombolas de Feira de Santana? Este questionamento é a base central deste plano de trabalho que procura mapear e divulgar as histórias da tradição oral contadas por mulheres quilombolas do município de Feira de Santana. Entende-se que a contação de histórias é um dos mais antigos e eficazes modos de transmitir conhecimentos, por isso, é preciso um olhar crítico sobre a necessidade de se manter viva a cultura popular das tradições orais como afirma Amadou Hampâté Bâ: “A tradição oral baseia-se em uma certa concepção do homem, do seu lugar e do seu papel no seio do universo”(HAMPATÊ BÂ, 2010, p.2). Com isso, a participação das mulheres
quilombolas como narradoras na experiência da contação de histórias mobiliza saberes
que podem promover a representatividade do feminismo negro dentro dessas
comunidades.