Chamadas Abertas
- Profa. Dra. Ana Stela Couto Lemos (UEFS)
- Profa. Dra. Camila Bahia Góes (UEFS)
- Profa. Dra. Élida Cristina da Silva de Lima Santos (UEFS)
As submissões deverão ser realizadas no período de 20 de maio a 20 de julho, conforme as diretrizes da revista Sitientibus.
Resumo da propostaO dossiê temático “Inclusão e Direitos Humanos: estudos, reflexões e percursos formativos na/para educação inclusiva” tem como objetivo reunir artigos que problematizem a educação inclusiva como princípio fundamental para a garantia dos direitos humanos e para a valorização da diversidade, contribuindo para a construção de uma educação justa, democrática, igualitária e equitativa. A proposta do dossiê emerge das discussões desenvolvidas pelo Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Inclusiva (GEPEI/UEFS), que há mais de vinte anos atua na produção de pesquisas, ações formativas e debates voltados à educação inclusiva, às políticas públicas e às práticas educativas comprometidas com a atenção à diversidade/diferença. Representado neste dossiê pelas professoras organizadoras Ana Stela Couto Lemos, Camila Bahia Góes e Élida Cristina da Silva de Lima Santos, o grupo propõe ampliar o debate acadêmico ao acolher estudos, pesquisas e relatos de experiências que compartilhem desse mesmo compromisso ético, político e formativo. A perspectiva de Educação Inclusiva defendida neste dossiê fundamenta-se nos pressupostos de Maria Teresa Eglér Mantoan, que compreende a inclusão como transformação educacional pautada no reconhecimento da diversidade como elemento essencial para uma educação democrática e socialmente justa. Dialoga também com as reflexões de Theodor W. Adorno acerca da educação como emancipação, defendendo uma formação crítica, ética e resistente à barbárie. Além disso, o dossiê ancora-se na teoria histórico-cultural, especialmente nas contribuições de Lev Vigotski e de seus seguidores, como Daniil Elkonin, Aleksei Leontiev e Alexander Luria, compreendendo o ser humano como sujeito histórico e cultural constituído nas relações sociais. Nesse contexto, os estudos vigotskianos sobre defectologia contribuem para refletir sobre a importância da inserção e da participação no coletivo para o desenvolvimento e a aprendizagem de todos os sujeitos, independentemente de suas especificidades. Considera-se, portanto, que a Educação Inclusiva constitui um direito fundamental, legalmente reconhecido no Brasil, e um pilar essencial para a construção de uma sociedade mais democrática, equitativa e socialmente justa. Desse modo, serão selecionados artigos que apresentem estudos, pesquisas e experiências comprometidos com uma perspectiva emancipatória da educação, voltada à valorização da diversidade/diferença e ao reconhecimento da inclusão como prática política, formativa e social.
Observações importantes- Os artigos deverão seguir rigorosamente as normas editoriais da revista. Textos em desacordo com as diretrizes não serão encaminhados para avaliação.
- É de responsabilidade do(a) autor(a) ou autores a revisão linguística e textual do manuscrito.
