A degradação ambiental por ocupações irregulares em áreas de preservação ambiental: riscos, susceptibilidades e vulnerabilidades
Resumo
O processo de urbanização e crescimento populacional se intensificou e suas cicatrizes estão registradas nas cidades. Elas organizaram e geraram nesses espaços, diferentes usos e ocupações do solo. As ocupações irregulares surgem por diversos fatores, desde a deficiência de governança, a não aplicação de leis urbanísticas até segregação espacial. A análise do uso e ocupação do solo destaca-se nos estudos ambientais como sendo uma ferramenta na identificação de processos de degradação ambiental e uma aliada por melhorias urbanas, ambientais e socais. Exemplo disso é o Rio Subaé, que nasce em Feira de Santana, na Bahia, com ocupações irregulares na sua área de proteção permanente (APP) o que determinou impactos ambientais decorrentes de efluentes domésticos e industriais. Diante dessa problemática e a partir de pesquisas bibliográficas, documentais e de campo, realizou-se uma análise da relação dos riscos socioambientais com o uso e ocupação do solo às margens do Rio Subaé, e posteriormente, um diagnóstico das áreas de risco e vulnerabilidade social da região. O estudo constata que, ocupações irregulares colaboram para a degradação ambiental do município, principalmente quando localizadas em áreas de preservação, sendo mobilizadoras de riscos ambientais.
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