(De)colonialidade na Tradução Literária: Uma análise dos MC’s afro brasileiros em Jubiabá, de Jorge Amado, para o espanhol
DOI:
https://doi.org/10.13102/sitientibus.v3i65.11398Resumo
O presente trabalho trata-se de resultados parciais da pesquisa de TCC, visa discutir acerca das marcas da colonialidade que podem atravessar a tradução para o espanhol das lexias afro-brasileiras presentes em Jubiabá (2008) e como as escolhas dos correspondentes observados na análise suscitam traços de uma postura tradutória (de)colonial. O corpus desta pesquisa compõe-se da 58º edição da obra Jubiabá (2000), de Jorge Amado, e pela 1º edição de sua tradução para o espanhol, realizada por Basilio Losada (2014). Para a análise, partimos das tendências domesticação/estrangeirização, na tradução dos MC’s Pai-de-santo, Macumba, Exu e Candomblé. Os resultados apresentam uma discussão significativa que indicam como as estratégias utilizadas pelo tradutor demonstram os impactos nas representações sociais e culturais e como elas contribuem para evidenciar práticas ideológicas a favor ou contrárias à cultura do outro. Além disso, ratificamos a partir da análise as facetas que constituem os caminhos tradutórios supracitados.
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