CONSTRUÇÕES PARENTÉTICAS EPISTÊMICAS DE BASE VERBAL NO PB E PE DO SÉCULO XIX
DOI:
https://doi.org/10.13102/sitientibus.v4i66.12781Resumo
O artigo investiga construções parentéticas epistêmicas de base verbal no português brasileiro (PB) e no português europeu (PE) doséculo XIX, com foco nos verbos achar, crer e imaginar. Fundamentado na Linguística Funcional Centrada no Uso (LFCU), o estudo analisa qualitativamente dados extraídos do Corpus do Português (Davies; Ferreira, 2006). Os resultados indicam que esses verbos já funcionavam como parentéticos epistêmicos no século XIX, embora ainda sem alta produtividade quanto à variedade desubesquemas construcionais. Observou-se que tais construções operam como marcadores de opinião, incerteza/suposição eatenuação, desempenhando funções discursivo-pragmáticas de modali- zação e de gestão da responsabilidade enunciativa. Apesquisa evidencia a relevância dos parentéticos epistêmicos para a compreensão da dinâmica entre forma, significado e interação sociocomunicativa, contribuindo para os estudos de mudança linguística e de variação histórica no português.
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