OS HAGIOTOPÔNIMOS ORIGINÁRIOS DOS NOMES DE FREIRAS NAS RUAS DO BAIRRO BEIRU/TANCREDO NEVES
DOI:
https://doi.org/10.13102/sitientibus.v2i66.12787Resumo
Este artigo, parte da dissertação de mestrado em andamento no Programa de Pós-Graduação em Estudos de Linguagem (PPGEL) da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), tem como fundamentação teórica os estudos em Onomástica, área da Lexicologia que estuda os nomes próprios em geral. Um dos ramos da Onomástica, a Toponímia, objeto dessa análise, viabiliza o estudo dos nomes próprios de lugares como estados, cidades, bairros, avenidas, ruas e becos, particularizando os batismos e evidenciando os desdobramentos históricos, sociais e culturais das comunidades. Considerando a relevância dessa proposta, destacam-se os hagiotopônimos das figuras femininas, em particular as santas do hagiológio romano, presentes nas ruas do Beiru/ Tancredo Neves, um bairro situado na região metropolitana de Salvador, capital baiana. Entende-se por hagiotopônimo todo nome próprio de santo ou santa do hagiológio romano. É um dos ramos dos hierotopônimos, ou seja, os nomes sagrados de diferentes crenças, das efemérides religiosas e dos locais de cultos. Os mariotopônimos, subdivisão dos hierotopônimos, são os nomes de lugares relacionados à figura de Maria, mãe de Jesus. Ainda temos os mitotopônimos, relacionados às entidades mitológicas como um todo. Sabe-se que dentre os 38 hierotopônimos revelados na pesquisa, registra-se a ocorrência de 27 hagiotopônimos, sendo 3 oriundos das figuras marcantes e resilientes das mulheres religiosas que se tornaram santas, todas freiras da religião católica apostólica romana, que nomeiam acidentes humanos, determinando as motivações dos denominadores e suas influências ideológicas, sociais, históricas e religiosas na toponímia urbana do bairro. Partindo dos estudos teórico-metodológicos propostos por Dick (1990/1992), fez-se o levantamento e análise dos logradouros que enfocam os hagiotopônimos relativos aos nomes de freiras presentes no bairro, apresentados através de fichas lexicográfico-toponímicas, acompanhando o modelo padrão do Projeto Atlas Toponímico da Bahia (ATOBAH), a partir da classificação taxionômica de DICK (1990/1992). Diante do exposto, essa pesquisa apresenta os hagiotopônimos femininos, específicos às freiras, dentro do contexto beiruense e aborda os resultados encontrados, observando os batismos a partir da formação religiosa, cultural e histórica no processo de nomeação das ruas do bairro.
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Referências
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