EDIÇÃO E ESTUDO DA DRAMATURGIA DO GRUPO DE TEATRO PALMARES IÑARON

Autores

  • Miguel Reis Teixeira
  • Isabela Santos de Almeida UFBA

DOI:

https://doi.org/10.13102/sitientibus.v4i66.12826

Resumo

O artigo analisa a construção e atualização da memória do Major Cosme de Farias na peça teatral Abre alas para o Major Cosme (1975), de Jurema Penna, destacando o papel do teatro como instrumento de preservação da memória social. A pesquisa, de abordagem qualitativa, investiga como a dramaturga representa a trajetória desse importante advogado baiano, reconhecido por sua atuação em defesa de pessoas negras e das camadas populares, especialmente no contexto das periferias de Salvador durante o período da ditadura militar. A análise evidencia que a peça não apenas resgata a história de Cosme de Farias, mas também insere sua atuação em um cenário de luta por direitos básicos, refletindo as condições sociais e políticas da época. Por meio das falas de diferentes personagens, que simbolizam indivíduos assistidos pelo advogado, a obra constrói uma narrativa coletiva que reforça sua imagem como figura de resistência. O estudo conclui que o texto teatral funciona como um espaço de memória e de valorização de sujeitos historicamente marginalizados, contribuindo para a manutenção de suas trajetórias na história cultural baiana.

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Referências

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Publicado

2026-04-28

Como Citar

Reis Teixeira , M., & Santos de Almeida , I. (2026). EDIÇÃO E ESTUDO DA DRAMATURGIA DO GRUPO DE TEATRO PALMARES IÑARON. Sitientibus, 4(66). https://doi.org/10.13102/sitientibus.v4i66.12826