A “ENGENHARIA REVERSA” DE BLACKMIRROR E A (DES)CONSTRUÇÃO DO RACISMO INSTITUCIONAL BRASILEIRO
DOI:
https://doi.org/10.13102/sitientibus.vi61.5734Resumo
O presente texto tem como escopo um estudo da conexão entre a vida e a arte, por meio da análise do episódio “Men Against Fire”, do seriado de ficção científica “Black Mirror”, da Netflix. O artigo faz uma analogia entre o racismo institucional e a postura punitivista do Estado em face dos perfis marginalizados, e como o etiquetamento desses perfis é construído no imaginário da população devido a atuação da mídia como meio fomentador do medo e da falácia da falsa segurança, valendo-se de pesquisa bibliográfica, a partir de livros, artigos e publicações virtuais, que buscou constatar como se deu essa construção. Nesse sentido, constatou-se que houve uma real construção de um racismo institucional no Brasil, de modo que a saída possível seria (re)integração de determinado grupo social que durante todo tempo foi excluído.
