ENTRE A MAGREZA E O SOBREPESO: DISCURSO, CORPO E SENTIDO SOBRE A MULHER EM ANÚNCIOS PUBLICITÁRIOS
DOI:
https://doi.org/10.13102/sitientibus.vi50.8569Resumo
O presente trabalho visa discutir a construção discursiva do corpo feminino em propagandas da década de 40 e 90, atentando para as diferenças de sentidos ligadas às condições de produção dos discursos em questão. Tendo como base teórica a análise de discurso pecheutiana, procura- se desnaturalizar os sentidos atrelados ao corpo feminino, lançando-o ao aspecto ideológico. Nos estudos pecheutianos, refuta-se a transparência da linguagem; e os sentidos serão gerados a partir das posições enunciativas e das condições de produção dos discursos. O resultado das análises mostrou que a construção discursiva do corpo feminino em épocas diferentes sofreu um deslizamento de sentido substancial, enquanto que na década de 40 o corpo tido como ideal era o corpo mais cheinho e o corpo magro sinônimo de doença; na década de 90 essa construção discursiva passa a ser a inversa e o corpo magro e escultural passa a ser sinônimo de beleza e felicidade.
