A FORMAÇÃO DO ESPAÇO SISALEIRO DA BAHIA: PERMANÊNCIAS E EMERGÊNCIAS
DOI:
https://doi.org/10.13102/sitientibus.vi47.8585Resumo
Este artigo objetiva realizar uma leitura do processo de formação do Espaço Sisaleiro da Bahia, valendo-se das categorias dialógicas: permanências e emergências. A introdução do cultivo da agave sisalana, sua expansão geográfica e o crescimento de sua importância econômica como atividade produtiva, foram elementos fundamentais no processo de conformação do Espaço Sisaleiro, produzindo uma organização social e econômica específica, baseada na pequena e média propriedade rural e predominantemente no trabalho familiar. O texto focaliza inicialmente o papel da produção do sisal na conformação do Espaço Sisaleiro da Bahia. Em seguida, destaca e detalha as permanências, entendidas como a manutenção nas condições estruturais que formam a base de uma dada sociedade. Na seção seguinte, apresenta as emergências que se manifestam na eclosão e formação de redes de organizações sociais que se densificam no Espaço Sisaleiro, especificamente, os sindicatos camponeses, as associações comunitárias rurais e as cooperativas agrícolas, exercendo um papel de tensionamento das permanências e de reconfiguração socioespacial.
