AS EXPERIÊNCIAS CULTURAIS DE ALUNOS COM SURDEZ E OS POSSÍVEIS “SINAIS” DESSAS EXPERIÊNCIAS NA ESCOLA: VISLUMBRANDO PRÁTICAS EDUCACIONAIS INCLUSIVAS A PARTIR DA PESQUISA ETNOGRÁFICA
DOI:
https://doi.org/10.13102/sitientibus.vi44.8692Resumo
Com este trabalho pretendemos apresentar a nossa intenção de lançar mão do método etnográfico para levar adiante a pesquisa
que ora nos ocupamos no curso de Doutoramento, cujo objetivo central é dialogar com alunos surdos de Feira de Santana – Bahia-Brasil que tiveram e/ou têm a vida escolar e cotidiana marcada pela convivência com surdos e ouvintes sobre as suas experiências culturais. Nesta pesquisa pretendemos entender como tais experiências são tematizadas pelos alunos e como eles as expressam na escola. Levando em conta esse objetivo trazemos, aqui, como reflexão central a etnografia como um caminho a ser transposto para a investigação no campo educacional. Na perspectiva etnográfica se valoriza os atores sociais informantes, considerados co-partícipes no processo de pesquisa, e o uso da observação participante. Enfatizamos na discussão que a etnografia, mediante a descrição densa (GEERTZ, 2008), possibilitará uma análise em profundidade e assim nos ajudará a entender o fenômeno que se constitui em objeto do referido estudo, podendo se tornar uma ferramenta profícua para o incremento de práticas pedagógicas, no sentido de que se tornem inclusivas.
