POLLINATION ECOLOGY STUDIES IN CRATYLIA MART. EX BENTH. (LEGUMINOSAE: PAPILIONOIDEAE) AND ITS TAXONOMIC AND EVOLUTIONARY IMPLICATIONS
DOI:
https://doi.org/10.13102/sitientibus.vi15.9936Resumo
Estudos de ecologia da polinização de Cratylia hypargyrea e C. moilis demonstraram que estas espécies são melitófilas, polinizadas por abelhas de grande porte dos gêneros Xylocopa e Centris. Estas duas espécies de Cratylia apresentam adaptações na estrutura floral,como flores grandes e cálice camoso, que restringem a atividade de polinização a estas grandes abelhas, limitando o acesso de outros visitantes ao néctar. À estratégia fenológica de floração maciça apresentada por estas plantas pode representar um ajuste ao padrão de forrageamento destas grandes abelhas, Os dados oriundos do estudo da polinização ajudam à compreender a evolução dos caracteres florais em Cratylia e em grupos mais próximos, como Galactia, Camptosema e Dioclea sec. Macrocarpon. A partir de ancestrais melitófilos provavelmente polinizados por diferentes grupos de abelhas, duas tendências evolutivas poderiam ter-se estabelecido, as quais resultaram em especializações florais às grandes abelhas como visitantes. Uma destas tendências, marcada pela acentuada curvatura da carena e estandarte caloso, caracteriza Dioclea sec. AMacrocarpon. À outra, marcada pelo aumento do tamanho da flor e cálice camoso levou à flor tipo Cratylia e, a partir dê tal estrotura floral, a omitofilia pode ter se desenvolvido em Camptosema através da mudança de coloração para o vermelho e perda da capacidade de reflexão do padrão.
