RECONHECIMENTO NA VIDA DANIFICADA: HONNETH LEITOR DE ADORNO

Carlos César Barros

Resumo


Este artigo se propõe ao estudo do diálogo estabelecido pela teoria do reconhecimento de Axel Honneth com o pensamento de Theodor Adorno. Mais precisamente, dirige seu foco para a proposição de que já haveria em Adorno elementos teóricos que ajudam a compreender o fenômeno da reificação numa perspectiva do reconhecimento. Num primeiro momento, apresenta uma síntese das diferentes leituras que Honneth fez de Adorno num intervalo de aproximadamente trinta anos. Depois, analisa alguns dos principais temas
expressos em aforismos adornianos, aos quais Honneth se refere no desenvolvimento de seus argumentos. Duas teses emergem como uma aproximação possível entre os dois autores. A primeira afirma um referencial normativo na infância e na família, baseado na mimese e na intersubjetividade enquanto processos vinculados às noções de experiência, gramática gestual, espontaneidade, ludicidade e utopia. A segunda, derivada do referencial normativo, afirma a patologia social como deperecimento da experiência, danificação da vida, deformação da racionalidade mimética, reificação e sofrimento, sem, no entanto, deixar de encontrar nessas categorias um potencial de resistência. Por fim, o texto menciona algumas críticas à tentativa honnethiana de aproximação com Adorno e destaca a tendência de reconstrução da teoria crítica com base na filosofia da linguagem.

Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.13102/ideac.v1i36.3152

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


eISSN: 2359-6384