O SERVILISMO TEM QUE MORRER: RESPOSTA A VLADIMIR SAFATLE

Murilo Seabra, Laura Tolton

Resumo


Em fins de 2016, os professores Rafael Haddock-Lobo e Vladimir Safatle mantiveram um debate interessante, apesar de curto, sobre a situação da Filosofia no Brasil. Publicados um tanto discretamente no site da Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia (ANPOF), os seus artigos não receberam ainda a devida atenção. O que vamos fazer aqui é defender a posição de Haddock-Lobo contra as investidas de Safatle. A nossa argumentação mostrará que (a) a crítica safatliana não se sustenta (o que não impede que a posição de Haddock-Lobo possa ser criticada por outra via); (b) faz todo sentido colocar a pergunta pela filosofia brasileira nos termos propostos por Haddock-Lobo; (c) o verdadeiro problema da filosofia acadêmica brasileira, ao contrário do que sugere Safatle, não é um problema de campo (o que pode ser mostrado com os argumentos do próprio Safatle); (d) embora Safatle esteja certo em criticar o regime de filiações que caracteriza a filosofia acadêmica brasileira, ele perde de vista o tipo de filiação que realmente importa criticar; (e) finalmente, existe uma afinidade muito maior entre Safatle e Haddock-Lobo do que é possível discernir à primeira vista. Por motivos de espaço, preferimos pressupor uma familiaridade
prévia com os artigos de Haddock-Lobo e Safatle (que podem ser facilmente acessado no site da ANPOF) e concentrar os nossos esforços na análise do debate que eles travaram.

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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/ideac.v1i36.3156

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