Tendo em vista que a ciência contemporânea constitui o horizonte no qual se situa o pensamento de Henri Bergson desde sua origem, buscaremos neste artigo discutir a passagem da obra de 1907, A evolução criadora, na qual o filósofo elabora algumas ideias para certa cosmologia amparada na compreensão da duração como tecido próprio do real. A descrição dessa cosmologia aparece-nos como o corolário de sua proposta de uma nova metafísica, agora dinâmica, cravada na experiência, ou seja, na temporalidade.