HEIDEGGER E A DIMENSÃO ORIGINARIAMENTE TRÁGICA DA FINITUDE EM SUA TEMPORALIDADE HISTÓRICA

Daniel da Silva Toledo

Resumo


Tomando por base a filosofia do pensador alemão Martin Heidegger, o presente artigo tem por escopo principal reportar a condição existencial de finitude à dimensão inicial da historicidade do ser delimitada fundamentalmente pela disposição originariamente trágica do ser-no-mundo. Para isso, exploraremos alguns componentes essenciais da ontologia heideggeriana que se nos afiguram como potencialmente trágicos, como os elementos da precariedade e do padecimento, as dinâmicas histórico-existenciais de declínio e de errância do ser, bem como a suspensão de seu sentido último. Com isso, almeja-se, por fim, apontar que a modalidade de ser que corresponde de maneira mais radical à temporalidade histórica do ser-para-a-morte é aquela colocada originariamente em obra pela poesia trágica dos gregos.

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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/ideac.v1i38.4293

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eISSN: 2359-6384