O ENIGMA ONTOLÓGICO DA MERCADORIA COMO PONTO DE PARTIDA D’O CAPITAL DE MARX

Leonardo da Hora Pereira

Resumo


Apesar de ser tido normalmente como um livro de economia, de teoria social ou
até mesmo de história, O Capital de Marx possui elementos de grande interesse filosófico. Se adotarmos esse último ponto de vista, torna-se inevitável uma abordagem do primeiro capítulo desta obra, na medida em que ele introduz uma tese curiosa, algo como um enigma ontológico: como algo pode existir de dois modos diferentes, concomitantes e relacionados entre si? Pois esse é o caso da mercadoria, analisada por Marx neste primeiro capítulo. Neste artigo, iremos
propor uma leitura deste capítulo com vistas a esclarecer este modo dúplice de existência da mercadoria. Esta tentativa de esclarecimento é a nosso ver relevante, tendo em vista que tal “qüiproquó ontológico” já suscitou inúmeras controvérsias e tal enigma é extremamente importante para a compreensão do resto da obra e da própria dinâmica capitalista, tal como pensada por Marx; não à toa, a explicação do modo de ser da forma-mercadoria se encontra logo no começo do Capital.


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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/ideac.v1i39.4526

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eISSN: 2359-6384