HEGEMONIA E QUESTÃO FEMININA EM ANTONIO GRAMSCI

Ana Maria Said

Resumo


No contexto de crise de autoridade, como definia Antonio Gramsci, em que há um avanço da extrema direita em muitos e importantes países do mundo, se instala a questão das minorias, dos preconceitos e das discriminações, da violência sobre elas, como manifestação do comportamento retrógrado e conservador da sociedade individualista e de massas. Para Gramsci, a luta política pela hegemonia no capitalismo contemporâneo é empreendida na
sociedade civil, como base para as lutas contra a opressão. É no terreno político-econômico que a superação da condição de subalternidade das minorias se coloca. E a questão feminina está incluída nesse contexto. A reforma intelectual e moral seria a estratégia para que essa superação fosse possível. As mudanças na vida material contemporâneas impulsionam as conquistas femininas e sua afirmação como sujeito histórico, possibilitando uma inserção social e 
econômica. Mas, como todas as minorias, suas lutas específicas devem estar embasadas pela organização de classes. Gramsci nunca se ocupou especificamente sobre a “questão feminina”. É provável que se possa entender o papel da mulher na sociedade, para Gramsci, ao pensá-la a partir do conceito de “hegemonia” e sua definição de subalternidade e de sua superação. É a análise que pretendemos desenvolver nesse texto.


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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/ideac.v1i39.4567

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eISSN: 2359-6384