MARX E A PROPRIEDADE

Mauro Castelo Branco de Moura

Resumo


A demonização do comunismo é um fenômeno que o acompanha desde sempre.
Muito antes das fake news que se disseminam atualmente pelas redes sociais e, inclusive, pela grande imprensa, ou da política sistemática de repetição de calúnias contra alvos adredemente escolhidos fomentada por Goebbels, o mentor da propaganda nazista, e os comunistas já eram vítimas de campanhas de difamação cuidadosamente deliberadas. Em meio à Guerra Fria, por
exemplo, parte da opinião pública foi persuadida de que os comunistas, estes seres satânicos, completamente avessos à democracia e ao “Mundo Livre” (e, por isso, legalmente proscritos no Brasil), dentre outras monstruosidades, dedicavam-se, dizia-se, a comer criancinhas... Nesta mesma direção, a relação dos comunistas com a propriedade privada sempre foi alvo, desde os
tempos de Marx, das invectivas mais estapafúrdias de seus detratores, que trataram de disseminar a ideia, para anatematizar os incautos, de que os comunistas pretenderiam expropriar e coletivizar até os artigos de uso pessoal. No entanto, desde o Manifesto Comunista, Marx e Engels trataram de esclarecer que: “O que caracteriza o comunismo não é a abolição da propriedade em geral, mas a abolição da propriedade burguesa”. E, ao final do Livro I de sua
obra maior, Marx retoma a temática concluindo que “o modo capitalista de produção e acumulação e, portanto, a propriedade privada capitalista exigem o aniquilamento da propriedade privada baseada no trabalho próprio, isto é, a expropriação do trabalhador”. Pretende-se, pois, modestamente, aqui, tão somente contribuir para o esclarecimento do que consiste esta “propriedade burguesa”.


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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/ideac.v1i39.4571

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eISSN: 2359-6384