Criança, desenho, terreiro e educação
rabiscando as trilhas da decolonialidade
DOI:
https://doi.org/10.13102/dci.v1i1.9614Abstract
Na tessitura desse trabalho, tenciono meu olhar para compreendermos como as crianças que convivem nos espaços de um terreiro de candomblé se relacionam e como as suas produções artísticas são percebidas nos espaços formais de educação. O ponto norteador desse trabalho é poder propagar e efetivar as leis nº 10.639/03 e a lei nº 11.645/08 na prática educacional nos espaços formais de educação. Identificando a necessidade de formações que possam preparar melhor os profissionais da educaçãopara que possam, dentro da sala de aula, valorizar e enaltecer os corpos e cultura dos subalternos que por décadas foram invisibilizados com direcionamentos das classes eurocêntricas que detêm a hegemonia. Este trabalho ancora-se nos caminhos metodológicos da sociopoética, uma ferramenta de pesquisa etnográfica que os pesquisados contribuem ativamente com a construção dos dados, dando um caráter ainda mais insurgente ao trabalho. Conclui-se que os desenhos constituem uma possibilidade relevante para a construção da identidade e entendimento da sua ancestralidade, valores que, quando apropriados, constroem uma educação mais representativa.