A RUA É UMA FESTA: CAPOEIRA E TERRITORIALIDADES NEGRAS NAS FESTIVIDADES EM FEIRA DE SANTANA (1970- 1985)

Authors

  • Denise Almeida Oliveira
  • Luís Vitor Castro Júnior

DOI:

https://doi.org/10.13102/incorporao.v1i01.9589

Abstract

Este artigo apresenta e analisa as práticas corporais dos capoeiristas nas ruas de Feira de Santana, entre as décadas de 1970 e 1980, como um espaço festivo, usufruído por diversas manifestações culturais negras, sobretudo a capoeira. As rodas de capoeira aconteciam tanto de maneira “espontânea”, através do ajuntamento de capoeiristas que se encontravam nas ruas, como também havia a contratação de grupos culturais por parte da Secretaria de Turismo (SETUR), como o Grupo Folclórico Angoleiros de Feira, liderado pelo Mestre Muritiba. Para tanto, intercruzamos as fontes oral, fotográfica e o jornal Feira do Norte. Por intermédio da História Oral, revelaram-se as narrativas dos Mestres de Capoeira em suas participações nos eventos festivos. Além disso, o uso da imagem fotográfica permitiu ampliar os horizontes da capoeira enredada e trançada às outras práticas culturais
afrodiaspóricas. No texto, a rua é compreendida como um território de interlocução, de irradiação e sedução da cultura negra. Ela é o lugar de enunciação das práticas culturais, como também um espaço de disputa, visibilidade e continuidade das práticas da capoeira.

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Published

2023-05-05

How to Cite

Almeida Oliveira, D. ., & Castro Júnior, L. V. . (2023). A RUA É UMA FESTA: CAPOEIRA E TERRITORIALIDADES NEGRAS NAS FESTIVIDADES EM FEIRA DE SANTANA (1970- 1985). inCORPOrAÇÃO, 1(01). https://doi.org/10.13102/incorporao.v1i01.9589

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