Em torno da casa-grande: o caso Gilberto Freyre

Autores

  • Elvya Ribeiro Pereira UEFS

DOI:

https://doi.org/10.13102/lm.v6i1.2124

Palavras-chave:

Gilberto Freyre, mestiçagem, identidade, estilo, recepção

Resumo

A obra de Gilberto Freyre traz uma clássica marca de polêmica: a confluência de reflexão e estilo, de pensamento e linguagem. Tal perspectiva geralmente desperta críticas positivas e negativas, ora sendo vista como agregação de forças complementares, buscando-se no estilo uma espécie de suplência às limitações teóricas ante a complexidade dos fatos; ora sendo condenada em nome da clareza e da objetividade científicas, considerando-se a expressividade estética como subterfúgio ou mascaramento crítico/ideológico. Neste artigo, discutem-se aspectos da produção e da recepção da obra de Gilberto Freyre, destacando-se o processo da mestiçagem na construção de uma identidade nacional e a confluência ciência e arte.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

FREYRE, Gilberto (1934). O estudo das ciências sociais nas universidades americanas. Recife: Momento.

FREYRE, Gilberto (1937). Mucambos do Nordeste. RJ: Ministério da Educação e Saúde.

FREYRE, Gilberto (1937). Nordeste. RJ: José Olympio.

FREYRE, Gilberto (1941). Região e tradição. RJ: José Olympio.

FREYRE, Gilberto (1943). Problemas brasileiros de antropologia. RJ: Casa do Estudante do Brasil.

FREYRE, Gilberto (1946). Modernidade e modernismo na arte política. SP: Centro Acadêmico XI de Agosto.

FREYRE, Gilberto (1952). Manifesto regionalista de 26 (com texto introdutório do autor: vinte e cinco anos depois). Recife: Edições Região.

FREYRE, Gilberto (1968). Como e porque sou e não sou sociólogo. Brasília: UnB.

FREYRE, Gilberto (1980). Seleta para jovens. 4. ed., RJ: José Olympio.

FREYRE, Gilberto (1985). Sobrados e mucambos. 7. ed., RJ: José Olympio.

FREYRE, Gilberto (1987). Casa-grande & senzala. 25. ed. RJ: José Olympio.

FREYRE, Gilberto (1997). Modos de homem & modas de mulher. RJ: Record.

BACHELARD, Gaston (1996). A formação do espírito científico: contribuição para uma psicanálise do

conhecimento. Rio de Janeiro: Contraponto.

COSTA LIMA, Luiz (1989). A versão solar do patriarcalismo: Casa-grande & senzala.In: ______. A aguarrás do tempo. RJ: Rocco.

COUTINHO, Edilberto (1981). A ficção do real em Gilberto Freyre. Rio de Janeiro: UFRJ/Faculdade de Letras.

DAMATTA, Roberto (1987). Digressão: a fábula das três raças, ou o problema do racismo à brasileira, in Relativizando: uma introdução à antropologia social. RJ: Rocco.

DAMATTA, Roberto (1997). Dez anos depois: em torno da originalidade de Gilberto Freyre. Recife: Fundação Gilberto Freyre. Disponível em: <http://prossiga.bvgf.fgf.org.br/fortuna/dezanos.htm>.

Acesso em: ago. 2007.

D’ANDREA, Moema Selma (1992). A tradição redescoberta: Gilberto Freyre e a literatura regionalista. Campinas: Editora da Unicamp.

LODY, Raul (1997). Germinalidades: 10 escritos sobre Gilberto Freyre. RJ: O Autor.

MERQUIOR, José Guilherme (1981). Na casa-grande dos oitenta. In: As ideias e as formas. RJ: Nova Fronteira.

MERQUIOR, José Guilherme (1990). Gilberto e depois. In Crítica 1964-1989. RJ: Nova Fronteira.

RIBEIRO, Darcy (1986). Uma introdução a Casa-grande & senzala. In: ______. Sobre o óbvio. RJ: Guanabara.

SANTOS, Luiz Antonio de Castro (1987). E Pernambuco falou para o mundo: o impacto de Gilberto Freyre na historiografia norte-americana, 1946-1971. In Novos Estudos CEBRAP, n. 18, set., p. 22.

Downloads

Publicado

2017-10-08

Como Citar

Pereira, E. R. (2017). Em torno da casa-grande: o caso Gilberto Freyre. Revista Légua E Meia, 6(1), 109–118. https://doi.org/10.13102/lm.v6i1.2124

Edição

Seção

Artigos