O encanto da literatura como um rio que invade uma cidade: a Festa Literária de Santo Estevão
DOI:
https://doi.org/10.13102/lm.v12i1.6257Palavras-chave:
Festa Literária, Literatura, Educação, CulturaResumo
O presente trabalho compartilha a experiência da I Festa Literária de Santo Estevão-BA, FLISE, que teve como tema: Literatura e Memória: um rio que nos contempla e nunca seca e discute como uma pequena cidade do semi-árido baiano reagiu a esse evento de fomento a leitura. Enfatiza-se o importante papel da educação em proporcionar uma experiência cultural rica, não somente para os estudantes, mas para a população em geral, uma vez que englobou literatura, arte e outras discussões acadêmicas, tendo a difusão do conhecimento como ponto central, na medida em que se utiliza da literatura como instrumento de disseminação de conhecimentos e assim tendo grande impacto na cidade nos aspectos educacional, social, econômico e político. O evento se destacou por envolver toda a rede municipal de ensino e por ter, não somente como anfitriãos, mas, principalmente como protagonistas, os alunos das escolas municipais. Dessa forma, na perspectiva de Freire (1981; 1987; 1989), destaca-se aqui a importância de uma educação emancipatória, que promova ações que incentivem, e mobilizem toda a comunidade em direção ao conhecimento e, especialmente, à literatura como forma de trabalhar a formação de cidadãos conscientes e atuantes em seu lugar de pertença. Como principais resultados observou-se que esse tipo de fomento pode criar importantes espaços de diálogos e emancipação de cidadãos, com enfoque na construção identitária a partir de processos históricos, políticos e culturais da constituição da população local.Downloads
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