Das comunidades afrodescendentes à academia: encruzilhadas possíveis dos saberes tradicionais e acadêmicos
DOI :
https://doi.org/10.13102/lm.v15i1.9994Résumé
A presente produção textual visa promover reflexões sobre os saberes oralmente compartilhados entre os povos afro-brasileiros, aqui especificamente, pelas mulheres negras quilombolas e de terreiro no município de Feira de Santana (BA). Recorrendo a metodologia da pesquisa (auto)biográfica e entendendo as trajetórias e vivências destas Mestras como ponto de partida, dialogamos com discussões envolvendo a Modernidade e Decolonialidade para pensarmos de que forma estes saberes tradicionais e a oralidade atravessam nossas existências. Além de fomentar o fortalecimento dessa identidade afro-brasileira nos campos dos estudos acadêmicos e formais, percebemos como os saberes existentes nesses espaços possuem suas cientificidades apagadas pelas colonialidades. Acreditamos nas valias da tradição oral numa dimensão que cultive as poéticas orais e promova aprendizagens vivas e diretas. Para que a partir delas, possa constituir-se novos olhares para as individualidades, para as comunidades, para a docência, para o resguardo de uma herança, e principalmente para a contribuição em fomentar os espaços formativos com a cultura de matriz africana. Assim, a aproximação teórica com a decolonialidade foi intencionalmente relacionada com a ancestralidade afro-brasileira. Nossa pesquisa então, questiona, busca e se desenvolve em perspectivas africanas, bem como visa evidenciar a oralidade e as memórias como estratégias de resistências viáveis na contemporaneidade.
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